Dissidentes do PMDB acusam Henrique Alves de esvaziar congresso da legenda em Brasília

Segundo o deputado Lúcio Vieira Lima (BA), ministro do Turismo só está preocupado em preservar o emprego.

Diógenes Dantas,
Roberto Stuckert Filho/PR
Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, em solenidade com a presidente Dilma: "Não existe maioria no PMDB para romper com o governo".

O bloco anti-Dilma do PMDB acusa o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, de esvaziar o congresso nacional da legenda marcado para 17 de novembro, em Brasília. A notícia é destaque na edição do Estadão nesta segunda-feira (2).

Segundo o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Henrique está a serviço do Planalto para manter o emprego na Esplanada dos Ministérios. “Os caras são empregados da Dilma. Não agem como ministros do Brasil, mas como ministros dela e do PT que são capazes de fazer qualquer tipo de serviço para evitar o impeachment”, declarou o parlamentar baiano ao jornal paulista.

lucio_vieira_370Ao lado do irmão Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração Nacional de Lula, Lúcio não esconde as divergências com o ministro Henrique Alves desde o tempo da liderança do potiguar no PMDB.

“(Henrique) Alves queria que não houvesse congresso. Tudo para prestar serviço ao governo. Ele defende que o PMDB seja um sindicato viabilizador de empregos. Quem não quer que o partido não se reúna está empregado no governo. Não querem desagradar o empregador”, disse Vieira Lima.

Henrique Alves não respondeu diretamente a Lúcio Vieira Lima. Na segunda-feira passada (26), o ministro do Turismo declarou a empresários de São Paulo que a dissidência do PMDB “não é majoritária”.

“Não haveria, hoje, uma maioria no PMDB a favor do rompimento com o governo. Essa maioria não existe”, disse Henrique Eduardo Alves.

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