Bolsonaro promete corte maior de emissões de gases de efeito estufa

Segundo o anúncio do governo federal, a nova previsão é cortar 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030 - antes, esse patamar era de 43%.

Da redação, Estadão Conteúdo ,
Marcos Correa/PR
Na gravação, Bolsonaro destacou a necessidade de esforços para a conservação da floresta e para a criação de "empregos verdes".

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciaram aumento da meta climática do País em discursos transmitidos no pavilhão do Brasil na Conferência do Clima (COP-26), em Glasgow. Segundo o anúncio do governo federal, a nova previsão é cortar 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030 - antes, esse patamar era de 43%. 

O governo federal tem sofrido pressão internacional para melhorar seus compromissos contra o aquecimento global, após o aumento no desmatamento da Amazônia nos últimos anos. O anúncio vem após a gestão Bolsonaro promover uma mudança que tem sido chamada por ambientalistas de "pedalada climática". 

Isso porque a meta de 43% de cortes nas emissões até 2030 tomava como base os lançamentos de gases de efeito estuda na atmosfera em 2005. Mas o governo federal fez um recálculo da base de emissões, o que fez aumentar essa quantidade de gases emitidas em 2005. Com isso, ainda que a meta de corte não tenha sido alterada, o ponto de partida das emissões ficou maior, o que fez com que o resultado do corte de 43% ficasse menos ambiciosos do que na versão original. 

Na gravação, Bolsonaro destacou a necessidade de esforços para a conservação da floresta e para a criação de "empregos verdes". Leite também defendeu que Estados mais ricos sejam "mais ambiciosos" em suas metas para reduzir a poluição atmosférica. 

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