Bolsonaro diz que indígenas terão internet e que não haverá mais 'fake news' sobre Amazônia

Licitação do 5G que começa nesta quinta-feira é a maior no setor de telecomunicações no País e pode movimentar quase R$ 50 bilhões.

Da redação, Estadão Conteúdo ,
Reprodução
Mesmo após dizer, mais cedo, que está gripado, Bolsonaro compareceu ao evento presencialmente e sem utilizar máscaras.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 4, que, com o leilão da tecnologia 5G, os indígenas terão internet e não haverá mais fake news sobre a Amazônia. “Veremos irmãos indígenas na internet. Eles vão começar a fazer matéria e mandar pra fora, não a fábrica de fake news difamando e desinformando nossa pátria”, declarou.

A tecnologia 5G é a quinta geração das redes de comunicação móveis. Ela promete velocidades até 20 vezes superiores à do 4G, com maior consumo de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. Será a maior licitação de espectro da história do País.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu na manhã desta quinta a sessão destinada ao leilão de quatro frequências do 5G, que pode terminar só na sexta-feira, 5. Mesmo após dizer, mais cedo, que está gripado, Bolsonaro compareceu ao evento presencialmente e sem utilizar máscaras.

Acompanhe o leilão ao vivo:

Como será o leilão?

De acordo com o edital, serão ofertadas quatro faixas de frequência:

  • 700 MHz (megahertz);
  • 2,3 GHz (gigahertz);
  • 3,5 GHz;
  • 26 GHz.

Essas faixas funcionam como "avenidas" no ar para transmissão de dados. É por meio delas que o serviço de internet será prestado. O prazo de outorga - direito de exploração das faixas - será de até 20 anos.

Cada uma dessas faixas foi dividida em blocos nacionais e regionais. As empresas interessadas farão as ofertas para esses blocos. Por isso, cada faixa de frequência pode ter mais de uma empresa vencedora, com atuações geográficas coincidentes ou distintas.

Cada faixa tem uma finalidade específica, então, é esperado que atraiam empresas diferentes. Algumas companhias são focadas no varejo, e outras, em prestação de serviço para o segmento corporativos e para o próprio setor de telecomunicações.

As faixas de frequência também têm obrigações de investimento que terão que ser cumpridas pelas empresas vencedoras do leilão. As contrapartidas foram definidas pelo Ministério das Comunicações e validadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel.

Se todos os lotes oferecidos forem arrematados, o leilão deve movimentar R$ 49,7 bilhões, de acordo com a Anatel. Desse total, R$ 3,06 bilhões para pagamento de outorgas - dinheiro que vai para o caixa do governo, e o restante para cumprir as obrigações de investimento previstas em edital.

A previsão é que o 5G comece a ser ofertado até julho de 2022, inicialmente nas capitais. Depois, o serviço será ampliado gradativamente para as demais cidades até 2029.

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