Enterrado corpo de policial paraibano morto por PMs do RN

Edmo Tavares faleceu após ser baleado por militares na cidade de Tacima, na Paraíba.

Da redação,
O corpo do cabo da Polícia Militar da Paraíba, Edmo Tavares, que foi morto na terça-feira (29) por três policiais militares do Rio Grande do Norte na cidade de Tacima (PB), foi enterrado na manhã desta quinta-feira (31) em Campina Grande, no cemitério Campo Santo parque da Paz. Na noite desta quarta (30), familiares, amigos e companheiros de farda participam do velório do militar na Igreja Assembleia de Deus, na mesma cidade. 

O caso

Três policiais militares do Rio Grande do Norte – um subtenente, um sargento e um cabo – irão responder a inquéritos criminais, na esfera civil e militar, pela morte do policial militar paraibano Edmo Tavares. O PM da Paraíba morreu na tarde desta terça (29) após uma troca de tiros na cidade de Tacima, no sertão paraibano. 


De acordo com a Polícia Militar do RN, as armas dos três policiais militares envolvido na ocorrência foram apreendidas pela Polícia Civil da Paraíba logo após a morte do policial paraibano.

Ainda segundo a PMRN, após serem ouvidos em depoimento eles foram liberados e retornaram a Nova Cruz, na região Agreste potiguar, onde são lotados.

A corporação também informou que os três militares envolvidos já foram afastados de suas atividades de policiamento e, enquanto durarem as investigações, devem ficar atuando apenas no serviço administrativo.

O inquérito instaurado pela Polícia Militar para apurar o caso deve durar 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20, conforme o Código de Processo Penal Militar.

Comandante-geral da PMRN diz que não sabia de operação no estado vizinho

Embora os três policiais militares do Rio Grande do Norte tenham ido à Paraíba para cumprir um mandado de prisão contra um foragido da Justiça, o comandante-geral da PMRN, coronel Alarico Azevedo, revelou em entrevista coletiva na quarta (30) que não teve conhecimento da operação e tampouco autorizou a ida dos PMs ao estado vizinho para realizar qualquer ação.

Outro fator agravante é que os militares do RN estavam em outro estado sem que a polícia local também fosse informada da operação. “Como eu não sabia, não autorizei nem comuniquei ao comandante-geral da PM da Paraíba que haveria uma operação lá. Se eu soubesse, teria entrado em contato, como sempre faço e a ação teria sido realizada em conjunto, como sempre deve ser”, ressaltou o oficial.

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