Carlos Eduardo Xavier diz que atraso de salários é “muito pior” do que a reforma da Previdência

Secretário estadual de Tributação considera “razoável” proposta enviada à Assembleia Legislativa.

Flávio Oliveira,
Artur Melo/Nominuto.com
Secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, participou da 2ª edição do "Nosso Assunto é" reforma da Previdência.

SELO-NOSSOO secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, participou nesta terça-feira (17), do segundo debate “Nosso Assunto é” reforma da Previdência, promovido pelo portal Nominuto.com. Na ocasião, o gestor defendeu a proposta encaminhada pelo governo à Assembleia Legislativa e justificou a necessidade da aprovação para “dar um mínimo de sustentabilidade” às contas públicas.

Durante o programa, Carlos Eduardo Xavier lembrou os atrasos nos pagamentos dos salários dos servidores e disse que as mudanças nas regras da aposentadoria buscam equilibrar o sistema financeiro. “É muito pior o atraso de salários. A gente viveu até o final desse governo, a realidade de chegar até quatro salários atrasados. A gente faz essa reforma para conter o crescimento da folha. A gente faz essa proposta para tentar dar a mínima sustentabilidade, mas sem jogar toda a carga nas costas dos servidores públicos, o que aí sim geraria um dano muito grande para os servidores”, disse.

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O secretário afirmou que o governo espera economizar cerca de R$ 300 milhões por ano com a reforma. Informações publicadas na imprensa apontam que o déficit previdenciário está entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão. “Se a proposta hoje for aprovada nos termos do que a gente encaminhou para a Assembleia Legislativa, a gente tem algo em torno de R$ 300 milhões/ano”, calcula Xavier.

O evento teve a mediação do jornalista Diógenes Dantas, e as participações do deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB) e da presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp), Janeayre Souto.

A sindicalista apontou alguns pontos que considera injustos no que chamou de “PEC da morte”. “O governo quer fazer é caixa e confiscar o salário dos servidores. Não aceitamos a PEC da morte”, afirmou.

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O secretário respondeu que entendia a insatisfação dos servidores, mas que o governo buscou não sobrecarregar o funcionalismo. “Apesar de toda a resistência, de que é natural, a gente realmente está mexendo no contracheque dos servidores. A governadora e a equipe do governo, no nossos estudos que nós fizemos, a gente partiu do princípio de que não poderia jogar somente na conta dos servidores a resolução desse déficit. Mesmo que a gente quisesse, colocasse 18% para todo mundo, esse déficit não se resolveria. O que a gente está propondo é dar o mínimo de sustentabilidade a esse sistema, que hoje está totalmente insustentável”, ponderou.

“Tenho convicção de que a proposta que nós enviamos à Assembleia Legislativa, do ponto de vista do Estado e do servidor, ela é razoável. Ela tem regras de transição, tem regras gerais mais amenas para o servidor público do RN e a gente consegue também, mesmo amenizando essa proposta em relação ao governo federal, a gente consegue trazer uma economia que vai viabilizar a previdência pública no RN”, afirmou Carlos Eduardo Xavier.


Confira o programa na íntegra:


Tags: Carlos Eduardo Xavier Nosso assunto é Previdência Reforma da Previdência
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