Únicos ganhadores de Doha deveriam ser os pobres, diz Lula

O presidente ainda destacou que o Brasil está decidido a ter uma participação maior na chamada “geografia comercial do mundo”.

BBC Brasil,
Roosewelt Pinheiro/ABr
Para Lula, está na hora de os países pobres exportarem mais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14), na Noruega, que os países pobres “precisam ser os únicos ganhadores na rodada Doha”.

“Os países pobres precisam ser os únicos ganhadores. Os países ricos não precisam ganhar. Está na hora de fazermos concessões para que os países pobres do mundo consigam, com a flexibilização da área agrícola européia, exportar mais”, defendeu o presidente.

“Está na hora de os Estados Unidos reduzirem os subsídios agrícolas e está na hora de os países do G20 discutirem a flexibilização dos produtos industrializados”, disse Lula durante discurso a empresários em um seminário na capital norueguesa, Oslo.

O presidente ainda destacou que o Brasil está decidido a ter uma participação maior na chamada “geografia comercial do mundo”.

Junto com a Índia, o Brasil lidera nos fóruns multilaterais o chamado G20, que representa os países em desenvolvimento nas negociações comerciais.

Acordo de cooperação

Lula ressaltou que o “Brasil recuperou o Mercosul e o comércio com a América Latina” e atualmente apresenta uma balança comercial de US$ 15 bilhões com o continente africano.

O presidente ainda salientou as relações “mais profundas” que o Brasil estabeleceu com os países árabes.

Durante o seminário, a Petrobras e a estatal norueguesa Estatoil assinaram um acordo de cooperação na área de energia renovável para troca de informações sobre exploração e produção de petróleo.

O documento também aborda a troca de informações sobre tecnologia de prospecção em águas profundas, área em que as duas empresas atuam.

Lula cumpre na Noruega a última etapa de sua viagem pelos países nórdicos, iniciada no último domingo.

Nesta sexta-feira, o presidente visita o Parlamento norueguês e encontra-se com o primeiro-ministro, Jens Stoltenberg. À tarde, segue para Madri, na Espanha, onde cumpre agenda política durante o fim de semana antes de retornar ao Brasil.
A+ A-