UE permitirá entrada de turistas americanos a partir de junho

Retomada das viagens será facilitada pelo fato de os americanos terem aprovado os mesmos imunizantes que a Agência Europeia de Medicamentos.

Da redação, Estadão Conteúdo,
AFP
Arco do Triunfo e as ruas vazias mais uma vez em Paris; viagens não essenciais para a UE foram oficialmente proibidas.

A União Europeia permitirá a entrada de turistas americanos totalmente vacinados contra a covid-19 nas férias de verão – a partir de junho, no Hemisfério Norte. Em entrevista ao New York Times, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse nesse domingo (25) que a retomada das viagens será facilitada pelo fato de os americanos terem aprovado os mesmos imunizantes que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

As três vacinas aprovadas nos dois lados do Atlântico são da Moderna, da Pfizer e da Johnson & Johnson. “Os americanos, até onde eu sei, receberam as mesmas vacinas aprovadas na Europa. Isso vai permitir a livre circulação e volta das viagens para a UE”, afirmou Ursula. “Uma coisa é certa: todos os 27 Estados-membros aceitarão, incondicionalmente, aqueles que forem vacinados com vacinas aprovadas pela EMA.”

O ritmo acelerado da vacinação nos EUA e as negociações avançadas entre americanos e europeus para a implantação de um certificado de vacinação, como prova de imunidade para os turistas, segundo Ursula, foram fundamentais para Bruxelas recomendar a mudança na política de viagens.

Diplomatas europeus, principalmente de países turísticos, como a Grécia, argumentaram que os critérios do bloco para determinar se um país é “seguro” – puramente com base no número de casos de covid-19 – estão rapidamente se tornando irrelevantes em razão do progresso da vacinação nos EUA, no Reino Unido e em Israel.

Discussões técnicas vêm ocorrendo há várias semanas, entre europeus e americanos, sobre como tornar tecnologicamente viável os certificados de vacinação, para que os turistas possam viajar sem restrições. Segundo Bruxelas, as negociações continuam e é possível que uma solução de baixa tecnologia seja usada em um futuro próximo.

Um exemplo comum citado pelos europeus é a possibilidade de um turista obter um certificado de vacinação, ao entrar no bloco, que seja equivalente ao emitido por seu próprio governo. A esperança, disseram as autoridades da Europa, é que essa medida em breve seja desnecessária, já que os certificados emitidos por vários países seriam aceitáveis na UE.

Autoridades europeias já iniciaram o processo de fornecer a seus cidadãos “certificados verdes digitais”, que indicarão se o viajante foi vacinado contra a covid-19, se ele se recuperou da doença nos últimos meses ou se teve um teste negativo para o vírus nos últimos dias. Os europeus poderão usá-los para viajar sem restrições dentro dos 27 países do bloco.

Até agora, viagens não essenciais para a UE foram oficialmente proibidas, com exceção de visitantes de uma pequena lista de países com um número muito baixo de casos de coronavírus, incluindo Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Alguns países europeus abriram exceções para permitir turistas de fora do bloco. Na semana passada, a Grécia afirmou que abriria suas fronteiras para os americanos a partir de hoje, desde que apresentassem prova de vacinação ou testes negativos. Espanha, Itália, Portugal e Croácia, que recebem milhões de turistas, também estão prontos para reabrir as portas para os americanos. 

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