Relatório dos EUA prevê governo "precário" no Iraque

Documento elaborado por agências de inteligência americanas afirma que os líderes políticos iraquianos não conseguem governar de forma "eficaz"

Um novo relatório elaborado por agências de inteligência americanas afirma que os líderes políticos iraquianos não conseguem governar de forma "eficaz" e que o governo do Iraque provavelmente vai se tornar "mais precário" nos próximos meses.
 
O documento de dez páginas, conhecido como National Intelligence Estimate (NIE), reúne avaliações feitas pelas 16 agências de inteligência dos Estados Unidos. O relatório afirma que as divisões entre sunitas e xiitas continuam causando instabilidade política no Iraque.

O texto expressa "graves dúvidas" de que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, consiga superar as divisões sectárias do Iraque e cumprir as promessas do governo de unificar o país.

Violência

As agências americanas dizem que a situação da segurança no Iraque melhorou de forma "mensurável, mas irregular" desde o começo deste ano, mas acrescenta que o nível de violência no país permanece alto.

De acordo com o relatório, as forças de segurança iraquianas ainda não são capazes de atuar sem o apoio de tropas americanas.

O documento diz que os serviços de segurança do Iraque tiveram desempenho "adequado" em conjunto com as forças americanas, mas não foram capazes de conduzir operações sem a ajuda da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

As informações sobre o relatório das agências de inteligência americanas foram divulgadas um dia após o presidente americano George W. Bush manifestar apoio a Maliki, em um discurso para veteranos de guerra.

Bush disse na quarta-feira que Maliki é "um bom homem". O presidente também defendeu a política americana para o Iraque e comparou os pedidos de retirada das tropas do país com a saída americana da guerra do Vietnã, em 1975.

Em setembro, o general David Petraeus, maior autoridade militar americana no Iraque, deve divulgar um relatório sobre a eficácia das operações militares dos Estados Unidos no Iraque.

Fonte: BBC Brasil
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