Missão de paz da ONU ficará mais um ano no Haiti

A missão está no país desde 2004, após a queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristides, exilado na África há três anos.

A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) permanecerá por mais um ano naquele país. A decisão - articulada na última semana por diplomatas e representantes da Organização das Nações Unidas e antecipada pelo representante da missão do Brasil na ONU, ministro Paulo Tarrisse - foi aprovada nesta segunda-feira (15) por unanimidade pelo Conselho de Segurança deste organismo multilateral.

De acordo com a resolução que prorroga mais uma vez a missão de paz, houve melhoria significativa na segurança do país, mas a situação ainda é frágil e a estabilidade no Haiti segue ameaçada pelo tráfico ilegal de drogas e armas. A resolução destaca ainda que é necessário respeitar os direitos humanos, a justiça dos processos judiciais e o fim da impunidade.

"A situação no Haiti continua sendo uma ameaça à paz internacional e à segurança da região, apesar dos progressos alcançados", diz a resolução.

Seguindo recomendação do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o Conselho de Segurança autorizou redução do contingente militar de 7.200 para 7.060 militares, com ampliação equivalente da força policial, que passa a contar com 2.091. A missão de paz da ONU está no Haiti desde 2004, após a queda do ex-presidente Jean-Bertrand Aristides, exilado na África há três anos.

Na discussão prévia sobre a renovação do mandato da Minustah, os representantes chineses defendiam prazo de seis meses. O Brasil, que integra a missão de paz no Haiti desde 2004, defendia a prorrogação por mais um ano. O efetivo brasileiro na missão é composto por 1.200 militares e civis.

* Fonte: Agência Brasil.
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