Militar saudita treinado nos EUA mata três colegas em base da Marinha

Atirador foi morto pela polícia, e outras sete pessoas foram hospitalizadas.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Patrick Nichols/US Navy

Um membro da Força Aérea saudita que visitava os EUA para treinamento militar matou nesta sexta-feira (6), três pessoas e deixou outras oito feridas na base da Marinha em Pensacola, disse o governador da Flórida, Ron DeSantis. O atirador – cuja identidade não foi revelada – foi morto pela polícia que foi chamada à base.

O motivo do ataque está sendo investigado e as autoridades não descartam a possibilidade de ter sido uma ação terrorista. De acordo com fontes oficiais, o atirador era um segundo tenente da Força Aérea saudita.   

O deputado republicano Matt Gaetz, da Flórida, disse estar convencido de que o ato foi terrorista e atribuiu a culpa ao governo federal por permitir que estrangeiros treinem em bases americanas.

Este foi o segundo incidente do gênero em uma instalação militar dos EUA esta semana. Na madrugada de quinta-feira, um marinheiro abriu fogo contra colegas na base naval de Pearl Harbor, no Havaí, e matou ao menos duas pessoas, antes de cometer suicídio.

“Obviamente, há uma série de questões sobre esse indivíduo, que integrava a Força Aérea Saudita e estava treinando no território americano como parte do programa da Marinha para aliados”, afirmou o governador DeSantis em entrevista coletiva. “O governo saudita precisa fazer algo. Ele está em dívida pelo fato de que era um de seus cidadãos”, acrescentou o governador republicano.

O rei saudita tentou ontem se desvincular do crime, que qualificou de “atroz”. O presidente americano, Donald Trump, disse que o rei Salman, da Arábia Saudita, lhe telefonou para oferecer condolências pelas vítimas. “O rei e o povo sauditas estão muito enfurecidos com as bárbaras ações do atirador e dizem que essa pessoa não representa os sentimentos do povo saudita, que ama o povo americano”, escreveu Trump no Twitter.

O atirador saudita usou uma pistola no ataque, que começou às 7 horas locais e foi cometido no segundo andar no edifício da base da Marinha, onde as aulas são dadas. A base em Pensacola abriga mais de 16 mil militares e mais de 7,4 mil funcionários civis. As instalações foram fechadas e as identidades das vítimas não foram reveladas.

Tags: Estados Unidos
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