Israel admite ter realizado ataque aéreo contra Síria

Forças Armadas confirmaram informação nesta terça-feira (2).

As Forças Armadas de Israel confirmaram pela primeira vez nesta terça-feira (2) que realizaram um ataque contra uma instalação militar em território sírio no mês passado. 

A rádio do Exército de Israel informou que aviões do país atacaram um alvo militar "bem no interior da Síria".

Nenhum outro detalhe foi revelado, como o motivo do ataque ou o que exatamente os aviões israelenses queriam atingir.

Os aviões, supostamente caças, teriam entrado em território sírio depois de partir do Mar Mediterrâneo.

Segundo testemunhas, eles foram atacados por defesas antiaéreas sírias em Tall Al-Abyad, perto da fronteira turco-síria.

Assad

A Síria já vinha acusando os israelenses de realizar o ataque do dia 6 de setembro.

Em uma entrevista à BBC divulgada na segunda-feira, o presidente sírio Bashar Al-Assad disse que uma instalação militar em construção foi atingida e que o ataque demonstrou a "visceral antipatia israelense" pela paz.

Assad também afirmou que a Síria se reserva o direito de responder ao ataque, mas não explicou exatamente como.

Síria e Israel permanecem formalmente em guerra. O governo de Damasco exige a devolução das Colunas de Golã, território sírio anexado por Israel em 1967.

Mistério

Segundo o correspondente da BBC em Washington, Nick Childs, o incidente está coberto de mistério e não está claro se Israel estava procurando enviar algum tipo de mensagem com o que fez.

Autoridades do governo americano associaram a ofensiva israelense à suspeita de que Síria e a Coréia do Norte cooperam na área nuclear, e o alvo seria uma instalação de pesquisa nessa área.

Damasco e Pyongyang negam ter qualquer cooperação na área de tecnologia atômica. Outra suspeita é de que Israel tenha atacado um comboio iraniano com armas para o grupo Hezbollah, que atua no Líbano, ou um comboio seguindo no sentido contrário, para o Irã.

Por fim, também existe a hipótese de que Israel simplesmente estivesse testando as defesas aéreas da Síria.

Fonte: BBC Brasil
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