França anuncia a primeira morte por coronavírus fora da Ásia

Ministra da Saúde francesa disse que o homem infectado é um turista chinês de 80 anos.

Da redação, Agência Brasil,
Tyrone Siu
Na China, uso de máscaras se tornou comum por causa da expansão do cornavírus no país.

A França anunciou a primeira morte por coronavírus fora da Ásia, neste sábado (15). A ministra da Saúde francesa, Agnès Buzyn, disse que o homem, de 80 anos, era da província chinesa de Hubei, epicentro do surto. O turista chinês chegou ao país em 16 de janeiro e estava hospitalizado no Hospital Bichat-Claude Bernard desde 25 de janeiro.

"Sua condição piorou rapidamente e ele esteve em estado crítico por vários dias", disse Buzyn em comunicado na televisão.

A ministra não nomeou o paciente. A filha do homem também está com a doença e segue hospitalizada em Paris, disse Buzyn, acrescentando que ela deve receber alta em breve.

Para entender

Até então, segundo as últimas atualizações, além das 1.381 mortes na China, incluindo uma no território de Hong Kong, foram registradas duas mortes (uma nas Filipinas e uma no Japão - ambos países asiáticos). A China já tem mais de 60 mil casos confirmados.

No Brasil quatro casos suspeitos são investigados. Além disso, no último domingo, 9, dois aviões da Força Aérea Brasileira com os 31 brasileiros que estavam na China, na província de Hubei, pousaram na Base de Anápolis. Nenhum passageiro apresentou sintomas da doença. Todos permanecem em quarentena.

Confira relatos escritos ao Estado por Caleb Guerra, de 28 anos, estudante de Literatura que morava em Wuhan.

O início 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de interesse internacional pelo surto do novo coronavírus. O vírus começou a circular no fim de dezembro em Wuhan cidade com 11 milhões de habitantes localizada na China Central. Os relatos inicias indicavam que uma 'doença misteriosa' estava infectando as pessoas rapidamente, desencadeando pneumonia. Em janeiro deste ano a China anunciou as primeiras mortes e na sequência o crescimento desenfreado de registros. Outros países passaram a relatar casos, como Tailândia, Austrália e Estados Unidos, e a adotar ações em portos e aeroportos.

O governo chinês decretou isolamento das cidades com grande número de casos. Dias depois, a prefeitura de Wuhan admitiu que 5 milhões dos 11 milhões de moradores haviam deixado a localidade antes do decreto de isolamento. Trens e voos para as cidades mais atingidas foram cancelados. Países como Estados Unidos, Japão e Brasil fretaram voos para retirar seus cidadãos da China.

Na quinta-feira (6), morreu o médico chinês que teve problemas com as autoridades por alertar sobre o novo coronavírus, Ele foi internado, após ser diagnosticado com a doença. O Hospital Central Wuhan informou através de suas redes sociais que o médico Li Wenliang, que era oftalmologista e tinha 34 anos, "infelizmente contraiu a infecção durante a luta contra a epidemia de pneumonia". "Lamentamos profundamente."

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