Famílias são retiradas de campo de refugiados no Líbano

Conflito em campo de refugiados começou no final de maio.

BBC Brasil,
As famílias de militantes islâmicos, cercados por soldados libaneses por três meses em um campo de refugiados palestinos, foram retiradas do local, segundo os militares.

"Os civis, 26 mulheres e 33 crianças, estão sob nossa custódia", disse um porta-voz militar, de acordo com a agência de notícias AFP.

A trégua temporária foi fechada entre militares e os militantes do grupo Fatah al-Islam para permitir que os civis saíssem do campo de refugiados de Nahr al-Bared.

Cerca de 300 pessoas, a maioria soldados e militantes, morreram nos combates.

A maioria dos 40 mil refugiados palestinos do campo de refugiados de Nahr al-Bared, perto de Trípoli, fugiu nas semanas seguintes ao início do conflito em maio.

Ataque final

Os que foram retirados nesta sexta-feira foram recebidos em uma área controlada pelo Exército dentro do campo, onde receberam alimentos e água, antes de embarcar em ônibus do Exército para serem levados para interrogatórios, segundo as autoridades libanesas.

A medida foi resultado de um acordo fechado com os militantes islâmicos e mediado pela Associação de Acadêmicos Palestinos.

Os militares libaneses estimam que apenas 70 combatentes ainda estejam no campo, uma queda em relação aos 360 que estavam no local no início do conflito.

Correspondentes afirmam que a retirada de mulheres e crianças pode abrir caminho para que o Exército lance um ataque final.

O Exército libanês afirmou que não vai parar com os bombardeios ao campo até que os militantes se rendam, algo que os atiradores se recusam a fazer.

O grupo militante Fatah al-Islam é um grupo radical palestino que teria envolvimento com a Al-Qaeda. Autoridades libanesas também afirmam que o grupo tem ligações com o serviço secreto da Síria.

O conflito no campo de refugiados é o pior episódio de violência desde o fim da guerra civil no Líbano, em 1990, e aumentou a instabilidade política no país.
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