EUA incluem estudantes brasileiros em lista de viajantes que podem solicitar entrada no país

Aqueles que precisarem entrar no país deverão, primeiro, fazer uma solicitação ao governo americano.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Reuters
Estudantes e acadêmicos do Brasil e de outros três países poderão solicitar Exceções de Interesse Nacional para ingressarem nos EUA.

Os Estados Unidos incluíram estudantes e acadêmicos brasileiros e de outros três países na lista de viajantes estrangeiros que podem solicitar a entrada no país, apesar das restrições impostas para conter o avanço da pandemia de covid-19. O anuncio foi feito nessa terça-feira (27) pelo Departamento de Estado americano.

A nova determinação do gabinete do Secretário de Estado, Antony Blinken, adiciona exceções à proibição absoluta estabelecida pelo governo federal, mas não permite a entrada imediata dos viajantes.

O novo regramento autoriza que pessoas em busca de serviços de saúde, jornalistas, estudantes e certos acadêmicos cobertos por tipos de visto específicos para programas de intercâmbio solicitem uma Exceção de Interesse Nacional (NIE, na sigla em inglês). A solicitação está aberta a pessoas que residem no Brasil, Irã, China, África do Sul, Reino Unido e Irlanda, além da região de Schengen.

No caso dos estudantes e acadêmicos que estiveram na China, Irã, Brasil ou África do Sul, só poderão solicitar ao NIE aqueles cujos programas iniciem a partir de 1º de agosto.

Vacinação nos EUA

Após ser o epicentro mundial da pandemia, os EUA conseguiram controlar o volume de contágios e mortes com uma ampla campanha de vacinação. O país já está aplicando os imunizantes na população adulta sem diferenciação de idade. Na terça, o presidente americano, Joe Biden, chegou a anunciar que o país vai ceder 60 milhões de doses de vacina para países mais necessitados.

"Nós não precisaremos usar a vacina da Astrazeneca em nossa luta contra covid-19 nos próximos meses", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki. O país comprou mais vacinas do que o necessário para imunizar toda a população e já aplicou ao menos uma dose de imunizante em 54% dos adultos. A Casa Branca não divulgou ainda quais países irão se beneficiar do envio, que deve ocorrer nos próximos meses, mas o Brasil é um dos que, desde março, tenta receber o excedente de doses de vacinas dos americanos.

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