EUA impõem novas sanções econômicas ao Irã

restrições, anunciadas pela secretária de Estado americana Condoleezza Rice, devem atingir a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana e três bancos estatais do país.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (25) a imposição de novas sanções unilaterais ao Irã. 

As restrições, anunciadas pela secretária de Estado americana Condoleezza Rice, devem atingir a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana e três bancos estatais do país.

Rice disse que a decisão é parte de "uma política abrangente para confrontar o comportamento ameaçador dos iranianos".

"Infelizmente, o governo iraniano continua a rejeitar nossa oferta de realizar negociações abertas", afirmou a secretária de Estado americana. "Em vez disso, continua a ameaçar a paz e a segurança ao buscar tecnologias nucleares que podem levar a uma arma nuclear."

De acordo com Rice, o Irã também segue "construindo perigosos mísseis balísticos, dando apoio a militantes xiitas e a terroristas no Iraque, no Afeganistão, no Líbano e nos territórios palestinos, e ainda negando a existência de um membro amigo da ONU, ameaçando apagar Israel do mapa".

'Proliferador'

Os Estados Unidos declararam a Guarda Revolucionária como "um proliferador de armas de destruição em massa" e descreveram a elite de operações internacionais da Guarda, a Força Quds, como "simpatizante do terrorismo".

Com essa classificação, as autoridades americanas congelam os bens da Guarda e ainda proíbem qualquer organização ou cidadão dos Estados Unidos de realizar negócios com o grupo.

O governo americano já acusou a Guarda Revolucionária iraniana de treinar e fornecer armas a insurgentes no Iraque e no Afeganistão.

A Força Quds, por sua vez, é apontada como fornecedora de bombas e granadas para militantes xiitas no Iraque.

"Essas ações vão ajudar a proteger o sistema financeiro internacional das atividades ilícitas do governo iraniano", afirmou Rice.

Força dominante

O parlamentar iraniano Kazem Jalali, porta-voz de assuntos internacionais e da comissão de segurança do Parlamento, disse que os Estados Unidos estão interferindo em negócios internos do Irã.

"Essa atitude vai tornar o muro de desconfiança entre os dois países ainda mais alto a cada dia, e vai acabar com as possibilidades de diálogo", afirmou Jalali à agência de notícias France Presse.

A Guarda Revolucionária foi estabelecida pouco depois da Revolução Iraniana, em 1979, para defender o sistema islãmico do país e oferecer um contrapeso às Forças Armadas.

Desde então, ela se tornou a força militar predominante no Irã. O atual presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad, já foi membro da Guarda Revolucionária.

Fonte: BBC Brasil
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