Estados Unidos forçam diplomatas a assumir vagas de trabalho no Iraque

Cerca de 250 funcionários do corpo diplomático americano serão notificados de que são "candidatos preferenciais" a 50 vagas na embaixada no Iraque.

BBC Brasil,
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Funcionários que se negarem a trabalhar na embaixada de Bagdá poderão ser demitidos.
O Departamento de Estado americano poderá ter de forçar diplomatas a trabalhar no Iraque para conseguir preencher as vagas na embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, informou o diretor de recursos humanos do departamento, Harry Thomas.

Segundo Thomas, cerca de 250 funcionários do corpo diplomático americano serão notificados de que são "candidatos preferenciais" a 50 vagas na embaixada no Iraque.

Caso o número de voluntários seja insuficiente, disse Thomas, alguns funcionários serão obrigados a assumir as vagas, sob o risco de demissão.

O diretor disse esperar que haja um número suficiente de voluntários para preencher as vagas, que são para o período de um ano.

No entanto, afirmou que há "muitas opções, inclusive a demissão".

Os "candidatos preferenciais" deverão receber a notificação pelo correio na segunda-feira e terão 10 dias para responder.

Na tentativa de atrair mais interessados, está sendo oferecido um pacote de incentivos financeiros aos funcionários que aceitarem a missão.

Diplomatas americanos consideram a embaixada em Bagdá um posto dificil, devido aos riscos de segurança. A falta de segurança também impede que os diplomatas levem suas famílias para o Iraque.

Até o momento, as vagas no Iraque sempre foram preenchidas de maneira voluntária.

No entanto, esta não será a primeira vez que diplomatas americanos são forçados a ocupar vagas indesejadas.

Isso já ocorreu em embaixadas em alguns países africanos nas décadas de 70 e 80. Em 1969, um grupo inteiro de novos funcionários do serviço diplomático foi enviado para o Vietnã.
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