Elon Musk é escolhido como a pessoa do ano pela revista 'Time'

De acordo com a revista americana, Musk foi eleito pela ambição de salvar o planeta por meio da Tesla e da SpaceX, empresa de turismo espacial.

Da redação, Estadão Conteúdo ,
Reuters
Em 2021, Musk, sul-africano nascido em Pretoria em 1971, tornou-se o homem mais rico do mundo, com fortuna de US$ 250 bilhões.

O bilionário Elon Musk, fundador da montadora de veículos elétricos Tesla, foi escolhido como a pessoa do ano em tradicional ranking da revista Time, revelado nesta segunda-feira, 13.

De acordo com a revista americana, Musk foi eleito pela ambição de salvar o planeta por meio da Tesla e da SpaceX, empresa de turismo espacial. Além disso, a Time destaca a maneira excêntrica de fazer negócios do bilionário, açulando o mercado de ações (como no caso da Gamestop, no início de 2021, ou incentivando a compra de criptomoedas).

“O homem mais rico do mundo não tem uma casa e tem vendido a própria fortuna mais recentemente. Ele coloca satélites em órbita e aproveita o sol; ele dirige um carro que não usa gás nem precisa muito de motorista. Com um estalar de dedos, o mercado de ações tem picos e afunda. Um exército de devotos presta atenção em suas falas. Ele sonha com Marte enquanto cavalga pela Terra, com mandíbula quadrada e indomável. Ultimamente, Elon Musk também tem gostado de tuitar ao vivo sobre seu cocô”, escreveu a revista.

Em 2021, Musk, sul-africano nascido em Pretoria em 1971, tornou-se o homem mais rico do mundo, com fortuna de US$ 250 bilhões, superando o rival Jeff Bezos, da Amazon e que, recentemente, tem se dedicado ao turismo espacial por meio da Blue Origin.

Outros negócios de Musk incluem a Starlink, braço da SpaceX que coloca satélites em órbita para prover internet a locais remotos, como florestas, desertos e regiões de difícil acesso, e a Neuralink, que implementar chips no sistema nervoso humano – neste ano, a companhia anunciou com sucesso que um macaco conseguiu “jogar” videogame com a mente.

A revista Time lembra que 2021 não foi apenas de comemorações para Musk. Atualmente, o bilionário se esquiva da discussão sobre taxação das grandes fortunas, enfrenta críticas por suas empresas serem locais de más condições trabalhistas (com denúncias de racismo e assédio sexual), e investigação das autoridades americanas sobre o software de piloto automático da Tesla, que pode ser responsável pelos acidentes fatais nos quais se envolveu o veículo. 

Além disso, neste ano, Musk, com 66 milhões de seguidores no Twitter, disseminou notícias falsas sobre a eficácia da vacina contra a covid. E, em um ano turbulento, anunciou o divórcio da cantora canadense Grimes, após o nascimento do filho do casal.

Na última terça-feira, 7, a Time publicou o resultado de uma enquete que perguntava quem deveria ser escolhido para a homenagem. Foi nessa votação online, aberta a qualquer um, que Bolsonaro ficou em primeiro lugar. O resultado, porém, não define nada e é diferente do título de personalidade do ano, vencido por Musk nesta segunda-feira. 

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