Correspondente do 'Washington Post' no Iraque é assassinado

Pelo menos 118 jornalistas foram mortos no Iraque desde o início da guerra, em 2003.

O jornalista Saleh Saif Aldin, correspondente do jornal americano "The Washington Post" no Iraque, foi assassinado neste domingo (14) a sudoeste de Bagdá quando apurava uma reportagem, informou o jornal em seu site. 

O jornalista, de 32 anos, fazia uma reportagem sobre a violência no bairro de Sadiyah quando uma bala atingiu sua cabeça, informou o jornal.

Segundo testemunhas, o repórter estava fotografando uma rua onde várias casas tinham sido incendiadas quando foi atingido.

"Valente além do imaginável, Saleh estava disposto a descobrir a verdade", escreveu Sudarsan Raghavan, chefe da sucursal do "Washington Post" na capital iraquiana. O correspondente, acrescentou, deu uma contribuição essencial à cobertura do jornal no Iraque.

Pelo menos 118 jornalistas (100 deles iraquianos) foram mortos no Iraque desde o início da guerra, em março de 2003, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas. A maioria da imprensa estrangeira depende de repórteres locais para cobrir o conflito.

Aldin era divorciado e tinha uma filha de 6 anos. Ele começou a trabalhar para o jornal no início de 2004 em sua cidade natal, Tikrit, e se mudou para a capital iraquiana após ser ameaçado de morte.

O "Post" destaca que o correspondente assassinado permaneceu incólume ao desânimo mesmo com os perigos de Bagdá.

"A perda de Saleh nos lembra mais uma vez o papel central que os jornalistas iraquianos têm na cobertura da guerra e os imensos sacrifícios que fizeram para entendermos", disse David Hoffman, subeditor de Internacional do jornal.

"Choramos sua morte e a de todos os jornalistas iraquianos e de outras nacionalidades que morreram no conflito dando mostras de coragem em busca da verdade", acrescentou. 
 

* Com informações do G1.
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