Bush visita área da Califórnia devastada por incêndios

O fogo, que vem se espalhando rapidamente por causa dos ventos quentes, matou pelo menos uma pessoa, forçou a evacuação de outras 500 mil e destruiu mais de mil imóveis.

BBC Brasil,
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Os bombeiros dizem que está difícil controlar o fogo na Califórnia.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve visitar nesta quinta-feira (25) o sul da Califórnia, em meio a incêndios que já devastaram uma área de cerca de 100 mil hectares de terra, anunciou a Casa Branca.

O fogo, que vem se espalhando rapidamente por causa dos ventos quentes, matou pelo menos uma pessoa, forçou a evacuação de outras 500 mil e destruiu mais de mil imóveis.

Uma porta-voz da Casa Branca disse que Bush, que foi acusado de demora para agir após a passagem do furacão Katrina na região do Golfo do México, há dois anos, quer se ocupar pessoalmente da crise na Califórnia.

Os incêndios atingem uma área que se estende da cidade de Santa Barbara, ao norte de Los Angeles, até a fronteira com o México, no sul. A região afetada inclui Malibu, onde várias celebridades de Hollywood têm casas.

Uma grossa nuvem de fumaça se propagou por boa parte do sul do Estado, levando ao fechamento das principais estradas, além de escolas e empresas.

Há pelo menos 17 focos de incêndio, que são alimentados pelas condições meteorológicas, com ventos fortes, falta de umidade e calor.

"Eu acho que o que mais precisamos agora é que o tempo mude, porque aqueles ventos fortes alimentam as chamas e as jogam para outras áreas, e assim iniciam outro incêndio, e outro incêndio”, disse o governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

Os bombeiros admitem que não conseguem controlar as chamas, e dizem que tudo o que podem fazer é tentar proteger pessoas e propriedades.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou Estado de emergência em sete condados da Califórnia e autorizou o envio de ajuda federal à região.

Cerca de 1,5 mil membros da Guarda Nacional foram enviados ao Estado para ajudar os bombeiros.

O secretário nacional de Segurança Interna, Michael Chertoff, disse que não há previsão de mudanças no vento ou no calor nas próximas 24h, o que pode dificultar ainda mais o combate às chamas.
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