Bush nega tortura de suspeitos detidos pela CIA

Em contrapartida, presidente dos Estados Unidos defendeu o uso de prisões secretas em outros países para interrogar suspeitos de terrorismo.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu nesta sexta-feira (5) o uso de prisões secretas em outros países pela CIA para interrogar suspeitos de terrorismo e negou o uso de tortura.
 
A declaração de Bush foi uma resposta a uma reportagem do jornal The New York Times, que afirmava que o Departamento de Justiça deu uma ordem secreta em 2005 que autorizava técnicas de interrogatório brutais como simulação de afogamento.

"Este governo não tortura pessoas. Nós obedecemos a lei dos Estados Unidos e nossas obrigações internacionais", disse Bush.

Em uma entrevista agendada às pressas nesta sexta-feira, Bush defendeu os métodos usados por seu governo e disse que os interrogatórios foram feitos por "profissionais treinados".

"Quando encontramos alguém que possa ter informações sobre um ataque contra os Estados Unidos, pode apostar que vamos deter esta pessoa e pode apostar que vamos interrogá-la", disse.

"O povo americano espera que o governo descubra informações para que possamos protegê-lo. Esse é o nosso trabalho", afirmou Bush.

As técnicas usadas nos interrogatórios foram "totalmente explicadas para integrantes do Congresso dos Estados Unidos", acrescentou o presidente americano.

Frio e afogamento

Segundo o New York Times, as técnicas de interrogatório sancionadas por um memorando de 2005 do Departamento de Justiça são as mais brutais já usadas pela CIA.

Entre as técnicas de interrogatório citadas estariam a exposição a temperaturas baixas, a simulação de afogamento e tapas na cabeça.

O New York Times também citou autoridades que disseram que a CIA voltou a usar prisões secretas em outros países para suspeitos de terrorismo em 2007.

Na quinta-feira, democratas do Senado e da Câmara dos Representantes pediram para ver os supostos memorandos secretos de 2005.

Fonte: BBC Brasil
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