Ataque a tiros deixa pelo menos 8 mortos em Indianápolis, nos EUA

Motivação e número de feridos ainda são desconhecidos, segundo a polícia; Incidente é, pelo menos, o terceiro ataque a tiros registrado na cidade em 2021.

Da redação, Estadão Conteúdo,
AP
Tiroteio ocorreu em galpão da FedEx na cidade de Indianápolis, nos Estados Unidos, na noite de ontem.

Pelo menos oito pessoas foram mortas durante um ataque a tiros em uma instalação do FedEx em Indianápolis, nos Estados Unidos, na noite dessa quinta-feira (15). Segundo autoridades locais, o atirador - que aparentemente agiu sozinho - teria cometido suicídio após realizar os disparos.

O Departamento de Polícia Metropolitano de Indianápolis foi acionado por volta das 23h (00h em Brasília) sobre um incidente envolvendo disparos de arma de fogo, segundo o relato da porta-voz Genae Cook. "Os policiais responderam (ao chamado), eles entraram e fizeram o seu trabalho. Muitos deles estão tentando encarar isso, porque esta é uma visão que ninguém deveria ver", disse. Nenhum policial foi ferido durante a ação.

Ainda de acordo com informações da polícia, o atirador teria tirado a própria vida após o ataque. A motivação e a identidade do criminoso, contudo, ainda não foram esclarecidas. Segundo Cook, a identificação deve ser realizada na manhã desta sexta-feira (16).

Além dos mortos, a Polícia de Indiana confirmou que quatro pessoas precisaram ser levadas até o hospital, uma delas com ferimentos graves. Outras duas pessoas receberam atendimento no local e foram liberadas na sequência.

Durante a madrugada, antes da confirmação das mortes, o clima era de apreensão entre familiares de funcionários do FedEx, que aguardavam por informações sobre seus parentes. A pedido da polícia, os familiares receberam a indicação de ir a um hotel da cidade para esperar por notícias, uma vez que os funcionários foram conduzidos para prestar depoimento. Mais de 100 pessoas foram até o local, segundo a imprensa americana.

A FedEx prestou solidariedade aos parentes dos mortos e lamentou o incidente logo após o ataque. Nesta sexta, um porta-voz da companhia, Jim Masilak, solidarizou-se com as vítimas e suas famílias. "Estamos profundamente chocados e tristes pela perda dos membros da nossa equipe neste trágico ataque a tiros na nossa instalação em Indianápolis", disse. E completou: "Nossa mais sentida solidariedade a todos os afetados por esse insensível ato de violência".

Pelas redes sociais, a empresa também se posicionou, dizendo-se ciente do ataque e reafirmando a cooperação com as autoridades para solucionar o caso.

Uma emissora de televisão local entrevistou Jeremiah Miller, funcionário da empresa que estava no local no momento do ataque. Ele disse ter visto o momento em que o atirador começou a disparar. "Eu vi o homem com uma submetralhadora, ou um rifle automático, e ele começou a atirar. Eu imediatamente me abaixei, fiquei com medo", disse.

Em entrevista a um repórter da rede de televisão WRTV, um homem que estava no local no momento dos disparos disse que viu um corpo no chão. Outra testemunha relatou à Fox News que sua sobrinha, que estava dentro de um carro em um estacionamento próximo. Ela foi hospitalizada após levar um tiro no braço esquerdo.

Pelo menos três ataques a tiros foram registrados apenas em Indianápolis neste ano. Em março, um homem sequestrou a própria filha após uma discussão em casa e matou três adultos e uma criança. Antes, em janeiro, um outro ataque a tiros matou cinco pessoas, incluindo uma grávida.

Sequência de tiroteios

Uma série de ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março. No último dia 12, seis pessoas, incluindo um policial, foram baleadas em um tiroteio numa escola de segundo grau na cidade de Knoxville, no Estado do Tennessee. A polícia confirmou uma morte.

No dia 8, um homem abriu fogo em uma fábrica de marcenaria no Texas, onde trabalhava, matando uma pessoa e ferindo outras seis antes de ser levado sob custódia.

Também após ataques a tiros, oito pessoas foram mortas em spas da área de Atlanta; 10 morreram em um supermercado em Boulder, Colorado, e quatro, incluindo um menino de 9 anos, em uma imobiliária em Orange, Califórnia.

No dia 23 de março, o presidente americano, Joe Biden, em pronunciamento, apelou a legisladores que aprovem leis que permitam maior controle no acesso a armas e restrinjam vendas de fuzis semi-automáticos e cartuchos de alta capacidade.

A discussão sobre endurecimento de acesso a armamento é recorrente após episódios de massacres nos Estados Unidos. Desta vez, Biden é pressionado para dar respostas além da retórica política tradicional.

Como vice-presidente no governo Obama, ele foi encarregado de negociar com o Congresso um pacote para maior controle no acesso a armas em 2012, após o ataque dentro da escola Sandy Hook, em Connecticut, que matou 28 pessoas - 20 crianças com idades entre 6 e 7 anos.

Tags: EUA FedEx Indianápolis tiroteio
A+ A-