Oceanógrafa diz que impacto ambiental por manchas de óleo será de longo prazo

Maria Christina explica que apesar do desastre, natureza pode se recuperar com o tempo.

Rafael Araújo,
Rafael Araújo / Nominuto.com
Professora do Departamento de Oceanografia da UFRN, Maria Christina falou sobre os impactos ambientais causados pelas manchas de óleo.

As manchas de óleo que vem aparecendo nas praias do Estado e de toda a região Nordeste desde o mês passado preocupam ambientalistas e a população para o que pode ser um dos maiores desastres ambientais do país. Segundo a professora do Departamento de Oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o impacto ambiental causado pela substância no litoral nordestino será sentida por anos.

“Apesar do desastre, nós sabemos que a natureza tem a capacidade de se regenerar. Então, por isso não podemos dizer que o impacto ambiental será irreversível, mas provavelmente deve demorar anos para que o meio ambiente se recupere, cerca de dez anos ou mais. É coisa de longo prazo”, comenta Maria Christina.

Sobre a origem do óleo que atingiu o litoral nordestino, a especialista disse acreditar que a substância é sim venezuelana, como apontou pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em contrapartida desta tese, estudiosos da Universidade do Ceará (UFC) consideram a hipótese do material ter vazado de um navio alemão que naufragou na costa brasileira no ano de 1944.

noticia_192124

Em relação a possíveis malefícios do óleo para balneabilidade das praias e problemas por contato com a pele humana, a professora Maria Christina disse que o impacto para as pessoas é pequeno, mas que se deve ter atenção ao entrar no mar e ao levar crianças para a praia.

“O conselho que dou é que se evite deixar as crianças brincando na areia da praia, porque o óleo tem se enterrado na areia. E, em caso de banho de mar é bom sempre dar uma olhada para verificar se há existência de manchas na água”, explicou.

Limpeza das praias

A especialista explicou ainda que a limpeza das praias atingidas têm se concentrado em retirar a areia contaminada. “Esse trabalho têm se concentrado nas praias urbanas e turísticas para minimizar o dano. Lógico que tem um impacto na fauna, mas é o que se pode fazer”, revela


Confira a entrevista:




Tags: Meio Ambiente Rio Grande do Norte
A+ A-