Comissão da Câmara decide convocar ministro da Justiça para explicar caso Genivaldo de Jesus

Convocação foi aprovada por dez votos a sete, contudo ainda não há data definida.

Da redação,
Reprodução vídeo
Genivaldo de Jesus foi posto no porta-malas de uma viatura quando, em seguida, policiais jogaram gás lacrimogêneo dentro do compartimento.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou hoje (1º), por 10 votos a 7, a convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres, para se pronunciar sobre a morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, após ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Na semana passada, Genivaldo de Jesus, foi abordado por policiais em Umbaúba (SE) por pilotar uma moto sem capacete. Ele, que era portador de esquizofrenia, foi posto no porta-malas de uma viatura quando, em seguida, policiais jogaram gás lacrimogêneo dentro do compartimento, o que segundo laudo médico, causou a morte de Genivaldo Jesus por asfixia.

A Polícia Rodoviária Federal abriu procedimento disciplinar para apurar a conduta dos policiais envolvidos, que foram afastados das atividades. A PRF é subordinada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Diferente do convite, com a convocação, a presença do ministro passa a ser obrigatória.

Se o ministro não comparecer sem apresentar uma justificativa "adequada”, pode responder por crime de responsabilidade. Até o momento não há data definida para o comparecimento.

Tags: abordagem policial Direitos humanos gás lacrimogênio Genivaldo de Jesus Ministro da Justiça morte PRF
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