Sufoco dos últimos 3 anos ficou para trás, afirma controlador-geral do RN

Pedro Lopes ainda citou mudanças técnicas implementadas já no primeiro semestre de 2019, primeiro ano do governo Fátima, possibilitaram controlar melhor as contas do governo.

Da redação,
Jovem Pan Natal
Pedro Lopes destacou que com a estabilidade da folha de pagamento são mais de R$ 500 milhões líquidos colocados em circulação no estado.

O controlador-geral do Rio Grande do Norte, Pedro Lopes, acredita que 2022 será um ano mais tranquilo no aspecto fiscal para o governo de Fátima Bezerra. Em entrevista nesta segunda-feira (10) para o Jornal da Manhã, da Jovem Pan Natal (89,9 FM), Pedro Lopes afirmou que as folhas herdadas da gestão passada complicaram a situação das despesas do estado. 

“Estamos entrando em um ano bom sim, não é um ano tranquilo ainda, mas o sufoco de 2019, 2020 e 2021 ficou mais para trás”, disse.

Ele ainda citou mudanças técnicas implementadas já no primeiro semestre de 2019, primeiro ano do governo Fátima, possibilitaram controlar melhor as contas do governo, como a instituição da conta única. 

“Os anos anteriores foram um sufoco com 4 folhas em atraso. A conta era negativa, a despesa era maior que a receita, mas com muita técnica começamos a implementar já no primeiro semestre de 2019, por exemplo, a instituição da conta única”, afirmou o controlador.

Pedro Lopes destacou que com a estabilidade da folha de pagamento são mais de R$ 500 milhões líquidos colocados em circulação no estado. O controlador-geral enfatizou ainda que a estabilização da folha traz reflexo da economia que começa a arrecadar mais.

“Ano passado tivemos superávit nas contas e este ano em breve, este ano, vamos anunciar outro superávit, ou seja, nossas receitas estão maiores que nossas despesas”, pontuou.

 Ele explicou que essa sobra no caixa acabou permitindo que o estado usasse no ano passado R$ 320 milhões da receita de 2021 para pagar acordo. Pedro Lopes ainda explicou o motivo do atrasa no pagamento dos fornecedores. 

“Estamos atrasando fornecedor porque pegamos R$ 320 milhões da nossa receita para pagar o décimo terceiro de 2018. Vamos ter que pegar mais R$ 320 milhões até maio”, afirmou.

O controlador-geral garantiu que o Governo pretende concluir em maio o pagamento da folha de 2018 dos servidores, dívida herdada da gestão de Robinson Faria.

Pedro Lopes destacou ainda o reajuste salarial dado aos servidores estaduais, de 15% em média, para as categorias que estavam com as tabelas congeladas desde 2010.

“Focado no espaço fiscal que o Estado está vislumbrando, nós concedemos um reajuste salarial de 15% em média para aqueles servidores que estavam desde 2010 com tabelas congeladas”, disse. 


Confira a entrevista
Tags: contas governo do rn RN
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