PF ataca desvios em compras de R$ 50 mi para combate ao coronavírus

Operação Vírion cumpre 36 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em oito estados.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Polícia Federal / Divulgação
Contratações suspeitas de irregularidades envolveriam R$ 50 milhões na aquisição de insumos.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta (13), a Operação Vírion para desarticular uma quadrilha que teria se formado durante a pandemia com o objetivo de fraudar licitações de produtos e serviços para o combate ao novo coronavírus em Roraima. Segundo a corporação, as contratações suspeitas de irregularidades envolveriam R$ 50 milhões utilizados na aquisição de insumos médico-hospitalares básicos, respiradores, testes rápidos, material informativo impresso e leitos em hospitais particulares.

Entre os alvos da operação está o deputado estadual Jefferson Alves (PTB-RR). A PF faz buscas em seu gabinete da Assembleia Legislativa de Roraima. Em fevereiro o parlamentar ficou conhecido por derrubar, com uma motosserra e um alicate de pressão, um bloqueio da base indígena que controlava o acesso à BR-174, que liga Manaus (AM) a Boa Vista (RR).

Mais de 150 policiais federais, com apoio de servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), cumprem 36 mandados de Busca e Apreensão no Distrito Federal e em oito Estados: Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Roraima e Santa Catarina. Em Roraima, a Secretaria de Saúde está entre os alvos de buscas.As ordens foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

“O inquérito policial aponta que um ex-secretário de saúde de Roraima, enquanto no cargo, teria se articulado com um deputado estadual e direcionado contratações para empresas integrantes do esquema, inclusive promovendo o rateio de percentuais de quanto seria direcionado a quais empresas”, afirmou a PF em nota.

Segundo a corporação, o parlamentar solicitaria a servidores que dessem andamento aos processos e pagamentos de seu interesse, inclusive cobrando pagamentos antecipados destinados às empresas do esquema. Um ex-deputado estadual também atuaria na organização, diz a Polícia Federal.

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