Petrobras: ex-diretor diz que pagou propina a tucano

Paulo Roberto Costa afirmou ao MPF que, em 2009, destinou dinheiro ao ex-senador e ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra.

Da redação, Portal da Band,
José Cruz/ABr
Sérgio Guerra, já falecido, teria recebido dinheiro de propina, segundo o ex-diretor da Petrobras.

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse ao Ministério Público Federal que repassou propina ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que morreu em março aos 66 anos. 

Na época do caso, ocorrido em 2009, o tucano era senador por Pernambuco e teria usado o dinheiro para esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a estatal na época. 

As informações são de Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM e do jornal “Folha de S.Paulo“.

Ouvidas pela publicação, pessoas que têm envolvimento com a Operação Lava Jato, que investiga desvio de recursos da Petrobras, relataram que Costa afirmou ter tomadp providências para que o dinheiro chegasse às mãos de Guerra, opositor do PT na época, mas que não teve confirmação se o então senador recebeu o montante.

Ainda segundo Costa, empresas que trabalhavam com a Petrobras queriam encerrar logo a CPI, por medo que ela prejudicasse seus negócios com a estatal.

Dilma usa tema em debate

No debate promovido na tarde desta quinta-feira (16) pelo SBT entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), a candidata à reeleição usou o assunto para confrontar seu adversário no segundo turno.

Após mencionar a informação divulgada na imprensa, Dilma rebateu as acusações que o ex-governador mineiro vinha fazendo até então sobre o esquema de corrupção na Petrobras.

“Veja o senhor que é muito fácil o senhor ficar fazendo denúncias. Por isso é que eu digo que o que importa, candidato, quando a gente verifica que o PSDB recebeu propina para esvaziar uma CPI, o que importa, candidato? Importa investigar. Importa de saber, lamento que ele esteja morto, mas importa saber como recebeu, quando recebeu, e para quem distribuiu”, disse a petista.

“A senhora pela primeira vez dá credibilidade às denúncias do senhor Paulo Roberto. É esse que disse que 2%, 2% de todas as obras sob sua responsabilidade iam para o seu partido, candidata, iam para o tesoureiro do seu partido. E o que a senhora fez durante esse período? Nada”, rebateu Aécio Neves.

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