Operações no Pará e em São Paulo tem 76 mandados de prisão por desvios na Saúde

No PA, recursos eram destinados inclusive a hospitais de campanha para o combate à pandemia da covid-19.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Cedidas/Polícia Federal
Operação S.O.S cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (29), a Operação S.O.S para desarticular suposta organização criminosa dedicada a desvios de recursos da Saúde destinados a contratação de organizações sociais para gestão de hospitais públicos do Pará, dentre eles os hospitais de campanha para o combate à pandemia pandemia do novo coronavírus. Segundo a corporação, estão entre os investigados empresários, o suposto operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do governador Helder Barbalho (MDB). Entre os alvos das buscas realizadas nesta manhã está o Palácio do Governo, sede do Executivo do Pará.

A ofensiva cumpre 12 mandados de prisão temporária e 41 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. A Polícia Federal chegou a pedir mandado de busca e apreensão contra o governador, mas o STJ indeferiu a solicitação. Cerca de 218 policiais federais e 14 auditores da Controladoria-Geral da União participam das atividades em Belém, Capanema, Salinópolis, Peixe-Boi, Benevides (PA), Goiânia (GO), Araçatuba e outras cidades de São Paulo.

Em simultâneo, a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público do Estado abriram a Operação Raio X com o mesmo objeto – ‘desmantelar grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e Organizações Sociais’.

OperacaoSOSCasaCivilPara

Cerca de 520 policiais e 40 servidores da Promotoria cumprem 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca e apreensão expedidos pelos Juízos das Varas de Birigui e Penápolis, no interior de São Paulo. Segundo a Promotoria, as atividades da Raio X ocorrem em dezenas de municípios do Estado e também em cidades do Paraná, Pará, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, a investigação da SOS alcança o período de agosto de 2019 a maio de 2020, mirando 12 contratos celebrados entre o Governo do Estado do Pará e Organizações Sociais ligadas ao grupo investigado, totalizando o valor de R$ 1.284.234.651,90.

A corporação aponta que os crimes sob investigação são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Tags: Investigação Operação S.O.S.
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