Ex-diretor afirma ter recebido dinheiro para "não atrapalhar" compra de refinaria

Paulo Roberto Costa disse que o empresário Fernando Soares pagou a ele 1,5 milhão de dólares.

Da redação, Agência Câmara Notícias,

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse, há pouco, que o empresário Fernando Soares, apontado pelo Ministério Público como operador do PMDB no esquema de corrupção na estatal, pagou a ele 1,5 milhão de dólares “para não atrapalhar” a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Segundo a denúncia da Operação Lava Jato, Soares, conhecido como Fernando Baiano, era ligado ao então diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, indicado pelo PMDB para o cargo. Os dois estão presos em Curitiba (PR) e negam qualquer envolvimento em irregularidades.

A mesma acusação já tinha sido feita por Costa à Justiça Federal, em processo de delação premiada.

“[Baiano] me procurou e a frase que usou foi essa: que eu, como técnico da área de refinaria, não atrapalhasse a negociação”, disse, respondendo a pergunta do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), na CPI da Petrobras.

Tião Vianna
Ao ser questionado pelo deputado Leo de Brito (PT-AC) a respeito de declaração feita por ele à Polícia Federal em que afirmou que houve pagamento para campanha do governador do Acre, Tião Vianna (PT), Paulo Roberto Costa disse que foi o doleiro Alberto Youssef quem informou isso a ele.

“Ele [Youssef] tinha uma lista de pessoas que receberam dinheiro e eu copiei a lista na minha agenda para saber quem estava recebendo. O nome dele [Tião Vianna] estava lá”, disse.

“Mas Youssef depois negou o pagamento em depoimento de delação premiada”, rebateu o deputado. "Não tenho informação sobre isso. Sei o que ele me falou na época. Agora, como o dinheiro foi pago, não sei”, respondeu o ex-diretor da Petrobras.

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