Delta Tankers nega envolvimento e se diz disposta a colaborar

Proprietária do Bouboulina disse não existir evidências de que navio grego tenha relação com petróleo cru encontrado em ao menos 385 localidades do Nordeste.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Governo de Sergipe
Origem da mancha, que surgiu no final de julho e poluiu mais de 2 mil quilômetros do litoral nordestino, permanece incerta.

A empresa Delta Tankers declarou estar disposta a apresentar documentos com detalhes da navegação de um de seus navios, o grego Bouboulina, principal suspeito das autoridades brasileiras pelo derramamento de petróleo no litoral nordestino. O prazo para entregar os documentos ao governo grego é 13 de novembro, segundo fonte próxima ao processo. Pesquisadores já declararam, contudo, que a mancha de óleo foi vista dias antes da passagem da embarcação pelas proximidades do Brasil.

A Delta Tankers também negou "qualquer responsabilidade" na catástrofe ambiental e considerou que não há evidências de vazamento no navio, que partiu da Venezuela em 19 de julho e chegou ao destino, o porto malaio de Melaka, em 4 de setembro.

Uma investigação completa realizada pelos petroleiros da Delta, com "câmeras, dados e gravações", teria mostrado que "não há evidências de vazamento, transferência de navio para navio, derramamento, perda (de carga), ou atraso de Bouboulina", afirmou a empresa.

De acordo com a Delta, uma carta das autoridades brasileiras ao Ministério da Marinha Mercante da Grécia pede que quatro empresas marítimas gregas forneçam documentos que contribuam para a investigação realizada sobre o enorme vazamento de óleo. São elas: Marani, dos navios Maran Apollo e Maran Libra; Euromav, proprietária do Cap Pembroke; Minerva, dona do Minerva Alexandra; e Delta Tankers, do Bouboulina.

A origem da mancha, que surgiu no final de julho e poluiu mais de 2 mil quilômetros do litoral nordestino, permanece incerta. Em 1º de novembro, porém, as autoridades brasileiras disseram ter identificado o Bouboulina como o principal suspeito do desastre ecológico, graças a imagens de satélite.

Segundo o Ministério Público brasileiro, os danos da mancha de óleo são de "proporções imensuráveis" e atingiram "estuários e manguezais em todo Nordeste". Até 6 de novembro, as manchas apareceram em 385 locais de nove Estados do Nordeste.

Tags: Delta Tankers investigações manchas de óleo
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