Reforma de espaços culturais fomenta a economia e o turismo do RN

São pelo menos sete obras e um investimento total de R$ 45.580 milhões.

Da redação,
Assessoria/Governo do RN
Complexo Cultural da Rampa é composto por edificações históricas e uma edificação contemporânea.

O Governo do Rio Grande do Norte está devolvendo à sociedade e aos segmentos de cultura espaços importantes não apenas para o setor, mas também para a economia do Estado, como é o caso do Teatro Alberto Maranhão (TAM), a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (Edtam), a Pinacoteca estadual, a Biblioteca Câmara Cascudo, a Fortaleza dos Reis Magos, o Complexo da Rampa e o Espaço Cultural João Paulo II (antigo “Papódromo”).  São mais de R$ 45 milhões em investimentos, sendo boa parte dos recursos do Governo Cidadão, via acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

Importantes do ponto de vista artístico-cultural, por se constituírem em um lugar de criação artística e de encontro entre a oferta cultural e o público; do ponto de vista social, por serem espaços capazes de influenciar e qualificar as práticas de sociabilidade vigentes, e ainda do ponto de vista econômico, por mobilizarem a cadeia produtiva da cultura e também por associá-la a outras dimensões econômicas, como o turismo e o comércio; esses os equipamentos culturais, segundo o Executivo estadual, são organizações com grande potencial de dinamizar os territórios nos quais atuam.

"Temos o compromisso de respeitar os artistas potiguares, e nossa gestão não tem medido esforços, seja para devolver à sociedade esses importantes espaços, ou através de ações e investimentos de incentivo à cultura. Exatamente porque entendemos que a Cultura é uma das principais ferramentas para o engrandecimento de um povo. Um esforço de gestão, que conta com o trabalho de muitos", disse a governadora Fátima Bezerra.

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Segundo o governo estadual, os equipamentos exercem papel central para a cadeia produtiva da cultura, uma vez que albergam e promovem atividades de criação, fruição, difusão, circulação, salvaguarda, formação e reflexão, mobilizando uma densa rede de profissionais e serviços, bem como ativando relações econômicas das mais diversas dentro do campo cultura.

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Fechado desde 2015, o Teatro Alberto Maranhão (TAM), em Natal, chegou à última etapa da obra de restauração pela qual vem passando desde 2018. Segundo o Governo do Estado, o equipamento deverá estar pronto, com suas características históricas e arquitetônicas originais, no final de setembro deste ano, quando será finalizada a reforma da caixa cênica do teatro.

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Os serviços no TAM - sem contar com a reforma da caixa cênica, licitada posteriormente, incluem a renovação das estruturas elétricas, hidráulicas e de acessibilidade do espaço, climatização, paisagismo, reestruturação do palco e camarins, ações de combate a incêndio e implementação de sistema de esgoto.

Foram investidos R$ 12,3 milhões na obra, sendo R$ 9,8 milhões na reforma do prédio e compra de equipamentos, mais R$ 2,5 milhões destinados à reforma da caixa cênica. Os recursos foram viabilizados pelo acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial.

Muitos detalhes chamam a atenção, como o serviço manual de restauro das janelas e esquadrias centenárias e das poltronas e cadeiras dos camarotes e frisas, agora revestidas com tecido que não espalha chamas em caso de incêndio. O jardim central voltará a ter suas características originais e a estrutura do telhado foi totalmente reconstituída e reforçada para a instalação de telhas termoacústicas, garantindo isolamento térmico e acústico. Elevadores e plataformas elevatórias foram instaladas para o acesso de deficientes e dos idosos e novos banheiros foram construídos. Réplicas artesanais de peças do ladrilho belga da entrada, que datam da inauguração do teatro, foram feitas por um artesão paraibano para substituir os originais que estavam danificados, após mapeamento do IPHAN. Mais de 50% das vigas foram trocadas.

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“Estamos vendo o resultado do esforço integrado de vários órgãos para recuperar este importante patrimônio cultural do RN. Isso demonstra o respeito e zelo que a governadora por esta seara”, disse o diretor-presidente da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto.

Diretor do TAM e coordenador estadual dos teatros pela FJA, Ronaldo Costa, também experiente iluminador cênico, fala das mudanças que trará à cultura o uso de um espaço renovado, como o TAM: "Essa restauração é uma das obras mais significativas que está sendo realizada nesse Governo. Primeiro, por sua importância histórica; segundo, porque é a casa de teatro mais antiga do Rio Grande do Norte e que abriga nossos artistas ‘pratas da casa’, assim como também do Brasil e do mundo”.

O prédio do TAM começou a ser construído em 1898, quando o bairro da Ribeira abrigava o desenvolvimento da capital. Foi inaugurado em 1904, em estilo chalé com dois pavimentos, em arquitetura eclética e elementos da art nouveau, movimento artístico iniciado na Europa, muito usado na época. Foi originalmente batizado de Teatro Carlos Gomes, homenageando o mais importante compositor de ópera brasileiro, autor de “O Guarani”. Em 1957, seu nome passou a homenagear o ex-governador Alberto Maranhão.

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Escola de Dança do TAM

Os salões do prédio histórico de arquitetura neoclássica que abriga a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão (EDTAM) já estão prontos para receber pliés e outros passos, beneficiando os cerca de 500 alunos e alunas atendidos anualmente pela instituição. Referência para as artes do corpo no Rio Grande do Norte, a escola teve o seu prédio ampliado e restaurado pelo Governo do RN, com recursos viabilizados pelo Governo Cidadão junto ao Banco Mundial.

Há mais de duas décadas sem receber sequer uma manutenção, o local passou por uma restauração integral e complexa. Como o imóvel é tombado, foi necessário um serviço de restauro qualificado prestado por um reduzido número de empresas. Tanto é que a licitação teve que ser realizada duas vezes para que a PS Engenharia LTDA fosse habilitada para tal.

A escola de dança, que é referência no RN funciona em um sobrado de dois andares, no bairro histórico da Ribeira, na capital, que foi sede do governo no século XIX, além de um bar, ponto de encontro dos soldados americanos que em Natal viveram durante a Segunda Guerra. Desde 1986, mais de 10 mil alunos e alunas já tiveram acesso à formação e cultura através do ensino da dança no local, grande parte deles e delas, carentes e vindos de todo o Estado.

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Wanie Rose, diretora da EDTAM, detalha os benefícios que a reforma trará para a formação de profissionais da dança. “O antigo piso desnivelado das salas, que sujeitava alunos a acidentes como torções no pé, foi substituído por um do tipo flutuante, comum às grandes escolas de dança, que garante um revestimento linear, absorve impactos e, consequentemente, é mais seguro, além de promover o isolamento acústico. Às três salas de dança, mais uma foi somada, totalizando quatro. Um elevador, rampas de acessibilidade, praça de alimentação e biblioteca também foram incluídos no prédio. Mesmo com as limitações anteriores, o nosso espaço já era elogiado por bailarinos que recebíamos de outros estados. Ao longo dos anos, conseguimos que mais de dez de nossos alunos e alunas fossem selecionados para o estudar no Bolshoi, considerada a melhor escola de dança do mundo”, destaca.

“A atual gestão do governo estadual recebeu esta obra, em dezembro de 2018, com apenas 11% de execução. Mas seguindo a orientação da governadora, a equipe técnica do Governo Cidadão acompanhou de perto a execução do serviço para que chegássemos a esta entrega. Essa é mais uma obra que me dá grande prazer em ver concluída por se tratar de um prédio histórico e é um importante equipamento cultural de nosso estado”, explica o secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro, também coordenador do Projeto Governo Cidadão.

A expectativa é que agora a Escola de Dança do TAM possa voltar a receber em média 500 alunos e alunas anuais, número que havia sido reduzido à metade desde que a escola precisou deixar sua sede para abrigar-se provisoriamente no Memorial Câmara Cascudo.

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Pinacoteca do Estado

Até o mês de setembro, o Rio Grande do Norte terá de volta, restaurado, o prédio da Pinacoteca do Estado, localizado no bairro da Cidade Alta, em Natal. O equipamento cultural que reúne a mais relevante produção potiguar de artes plásticas está sendo recuperado pelo Governo do RN com recursos de R$ 6,4 milhões viabilizados pelo projeto Governo Cidadão e Secretaria Estadual de Turismo (Setur), via acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

A obra estava paralisada, quando foi entregue à atual gestão estadual, e com apenas 3% de execução. Mas, em 2019 e 2020 – mesmo com a pandemia – avançou e já chegou a 94% de execução.

“Quando assumimos, a exemplo de outras obras na área da Cultura, a da Pinacoteca estava menos de 4% concluída. Hoje, já está quase pronta; isso com uma pandemia no meio”, afirma a governadora Fátima Bezerra. O prédio histórico, antes denominado de Palácio Potengi, foi sede de todos os governos por quase um século.

As mudanças no prédio são visíveis nas adaptações de acessibilidade (rampas e elevador) que beneficiam entradas principais, banheiros e escadas, e se estendem no novo projeto central de climatização e de sonorização, no sistema de câmeras de segurança instalado, nas instalações elétricas e hidráulicas renovadas, sistema combate a incêndio atualizado, assim como os serviços de esgoto e de destino de águas pluviais.

O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e, por isso, requer restauro especializado e serviços mais detalhados como os de revestimento e recuperação de esquadrias, louças, metais e acessórios. Além de ser responsável pela gestão da Pinacoteca, a Fundação José Augusto atua ao lado do IPHAN na fiscalização das obras com o apoio dos setores de engenharia da Setur e do Governo Cidadão.

A Pinacoteca do Estado abriga peças que traçam uma panorâmica da pintura no Rio Grande do Norte com nomes como Thomé, Newton Navarro e Dorian Gray.

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Fortaleza dos Reis Magos

O Governo do Estado retomou as obras de recuperação do Forte dos Reis Magos em outubro de 2020. A medida se deu após longas tratativas que terminaram em um Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) entre o Governo e o Tribunal de Contas do Estado do RN (TCE), acordado em 8 de setembro de 2020.

Com o aditivo ao contrato inicial, o custo da obra passou do valor de R$ 3.965.280,20 para R$ 4.750.571,92, com recursos do Governo Cidadão.

O investimento viabilizou a reforma em estruturas essenciais, como piso, teto e acessibilidade, instalação de corrimãos nas escadarias e readequação das salas de exposição e lojas de souvenires.

A edificação militar histórica foi o marco inicial de Natal, fundada em 25 de dezembro de 1599, destacando-se ao lado direito da barra do rio Potengi — hoje próximo à Ponte Newton Navarro. O prédio recebeu este nome em função da data de início da sua construção, 6 de janeiro de 1598, dia de Reis pelo calendário católico.

Tombado em 1949, o Forte esteve sob administração da Fundação José Augusto até 2013, quando passou para as mãos do IPHAN. A última obra de recuperação da fortaleza foi feita há mais de 15 anos.

Em maio de 2017, o Forte retornou à gestão do Governo com uma cessão inicial de 20 anos, após quatro anos sob a administração do IPHAN. A condição em que o prédio foi entregue obrigou o início do processo de restauração.

O monumento concorre ao título de Patrimônio Mundial da Humanidade junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

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Biblioteca Câmara Cascudo

Criada em 8 de abril de 1963 junto à Fundação José Augusto (FJA), a Biblioteca Câmara Cascudo foi inaugurada em 1969 sob a gestão de Zila Mamede na Fundação. Em 1970, foi doado o prédio que sediou a Biblioteca, na Rua Potengi, em Petrópolis.

Seu acervo conta com mais de 100 mil exemplares dentre livros, revistas, jornais, DVDs, fitas VHS e cassete, CDs e uma hemeroteca com recortes de cerca de 200 assuntos. Os arquivos estão armazenados no prédio da Cidade da Criança, à espera de serem realocados ao seu local de origem.

Fechada desde 2012, teve seu projeto de restruturação retomado em agosto de 2017, após complicações no contrato das obras anteriores. Estão sendo investidos quase R$ 280 mil, por meio do Projeto Governo Cidadão e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), com recursos do empréstimo junto ao Banco Mundial.

“Estamos acompanhando de perto mais uma obra importante de nosso governo. Não podemos conceber que um equipamento como a Biblioteca Câmara Cascudo, com toda sua importância, esteja sem funcionar. Essa realidade tem data para mudar e fará parte do passado. Em outubro deste ano, a biblioteca estará pronta para uso”, destaca a governadora Fátima Bezerra, que tem em sua história de vida, como professora e política, a luta por uma educação libertadora e democrática, tendo garantido a Política Nacional de Leitura e Escrita, por meio da Lei 13.696/2018, de sua autoria enquanto senadora e que foi sancionada sem vetos.

Equipamento de alta relevância cultural e educacional, a biblioteca já havia passado por uma reforma estrutural no governo anterior, mas sem as atuais obras complementares não havia como colocá-la em operação. O atual serviço foi necessário para dar condições de funcionamento à biblioteca com a implementação da climatização, da acessibilidade e aparelhagem de combate ao incêndio, além da subestação de energia.

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Complexo Cultural da Rampa

O Complexo Cultural da Rampa é composto por edificações históricas (Museu da Rampa) e uma edificação contemporânea (Memorial do Aviador), áreas comuns, deck e dois píeres para contemplação.

Os prédios do Museu da Rampa e do Memorial do Aviador estão com as obras concluídos, restam pequenas correções de serviços, incluindo retoques de pintura e remoção do escoramento dos píeres.

Após a entrega da obra por parte da Secretaria de Estado da Infraestrutura, o Complexo Cultural da Rampa será gerido pela Secretaria Estadual de Turismo, que ficará responsável por sua gestão e acervo.

O Complexo Cultural da Rampa abrigará diversas atividades de cunho histórico e cultural, com destaque para o pioneirismo de Natal enquanto ponto de apoio para criação e funcionamento do Correio Aéreo da América Latina, assim como sua participação como base área norte-americana na Segunda Guerra Mundial.

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Espaço Cultural João Paulo II

Trinta anos após a sua construção, o Espaço Cultural João Paulo II passou pela sua primeira grande obra de recuperação e ampliação e foi entregue pelo Governo do RN à população, totalmente recuperado. Conhecido como “Papódromo” por ter sido concebido para receber o Papa João Paulo II, em 1991, o prédio recebeu investimentos da ordem de R$ 11.017.098,23 milhões, por meio do Governo Cidadão.

A obra integra a reforma do Centro Administrativo do Estado, em Natal, que recebeu nova iluminação e pórticos de entrada, além de ciclovias e projeto paisagístico.

“Em mais um resultado do esforço em prol da cultura potiguar, estamos entregando aos norte-rio-grandenses um importante equipamento para eventos com capacidade para receber até 1.500 pessoas, completamente reconstruído e ampliado”, comemora a governadora Fátima Bezerra.

O novo anfiteatro do “Papódromo” é totalmente equipado e possui palco, camarim, salas de ensaio, camarote, arquibancadas, banheiros e estacionamento para 150 carros. Os setores internos têm refrigeração central e total acessibilidade, com rampas e elevador e uma sala para ensaios da Orquestra Sinfônica do RN.

“Esse lugar será um relevante equipamento de lazer para a capital, fomentando a cultura potiguar, tão carente de locais adequados à expressão artística. E, especialmente, será um grande incentivo para a nossa orquestra, que vinha se apresentando com plateias lotadas, antes da pandemia”, comenta Crispiniano Neto, diretor-geral da Fundação José Augusto (FJA).

De uso plural, além de eventos culturais, o local voltará a abrigar um Restaurante Popular e a Escola da Polícia Penitenciária. Esta, no segundo pavimento, terá salas de aula, atendimento psicossocial, laboratório de informática e dormitórios. Contando com todas essas frentes, o equipamento será administrado em uma parceria entre a FJA e as secretarias de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) e da Administração Penitenciária (Seap).


Confira o vídeo:


Tags: espaços culturais Governo do Estado obra de recuperação
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