Vasco e Atlético-PR jogarão fora e sem torcida

Por briga em Joinville, Furacão perde 12 mandos de campo. Para o Gigante da Colina, pena é de oito partidas fora de casa.

Portal da Band,
FD/Futebol
Em duelo pela última rodada do Brasileirão, uma briga entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR iniciaram uma briga na arquibancada, forçando a paralisação do jogo em 73 minutos.

A briga entre torcedores no último domingo, na Arena Joinville, rendeu a Atlético-PR e Vasco punições pesadas. Em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta sexta-feira, os auditores da 4ª Comissão Disciplinar decidiram, após cerca de 3h30 de sessão, que os dois clubes terão que atuar boa parte de seus jogos do Brasileirão e da Série B em 2014 fora de casa e sem torcida.

O Atlético-PR sofreu a pena mais pesada, com a perda de 12 mandos de campo, sendo seis de portões fechados. O clube ainda foi multado em R$ 140 mil. Já o Vasco perdeu oito mandos, com quatro partidas sem a presença de torcida. A multa para o clube do Rio é de R$ 80 mil. Os clubes vão recorrer da decisão.

Os dois foram enquadrados duas vezes no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que fala em “Deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens, invasão e lançamento de objetos”. A pena de portões fechados não está prevista no artigo, que aponta apenas perda de até 10 mandos de campo e multa de no máximo R$ 100 mil.

O relator do processo, Wanderley Godoy Junior, justificou a decisão de pesar na punição a Vasco e Atlético-PR.

“O tribunal tentou buscar uma punição justa para ter efeito. A decisão de portões fechados, pelo menos para a metade das perdas de mando, é a mais correta e eficaz para valer como punição. Se não for assim, os baderneiros podem ir aos jogos em que o clube estiver cumprindo a perda do mando”, defendeu o relator ao repórter Wellington Campos, da Bradesco Esportes FM Rio.

vasco_atlet_briga_370Segundo ele, a decisão de reduzir as partidas com portões fechados se deu porque a pena não era somente baseada na briga, mas também pelo arremesso de objetos no campo.

O Atlético-PR, como mandante, foi enquadrado em mais dois artigos do CBJD: o 211 ("deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização") e o 191 ("Deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de obrigação legal, de deliberação, resolução, determinação, exigência, requisição ou qualquer ato normativo ou administrativo do CNE ou de entidade de administração do desporto a que estiver filiado ou vinculado, ou regulamento, geral ou especial, de competição").

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro foi absolvido da acusação de ter permitido a realizada do jogo sem condições de segurança. O mesmo aconteceu com as federações paranaense e catarinense.

O jogo

Em duelo pela última rodada do Brasileirão, uma briga entre torcedores do Vasco e do Atlético-PR iniciaram uma briga na arquibancada, forçando a paralisação do jogo em 73 minutos. Com o confronto interrompido com a ação da Polícia Militar, o árbitro reiniciou o jogo. O Furacão goleou por 5 a 1, garantindo a vaga na Libertadores e rebaixando o Gigante da Colina à Série B.

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