O crescimento do futebol feminino na pandemia

Momento veio para escancarar as disparidades entre mulheres e homens.

Da redação,

A pandemia da covid-19 trouxe uma nova realidade a diversos aspectos da nossa sociedade. Medidas tiveram que ser tomadas a fim de minimizar a proliferação do vírus entre as pessoas, assim como protocolos de higiênicos foram estabelecidos.

O mundo do esporte tem desde o início da pandemia, passado por dificuldades em conseguir a atender esses protocolos e continuar com as práticas das modalidades, afetando as realizações de jogos, torneios e até olimpíadas. Deixando um sentimento de incerteza no coração de muitos atletas.

O futebol é um dos esportes que mesmo após um ano de pandemia ainda não possui uma normalidade nos seus eventos, tanto o masculino quanto o feminino se encontram hoje por todo mundo em uma mesma situação, campeonatos cancelaram temporadas, torneios mundiais remarcados e a espera por um reinício.

A pandemia veio para escancarar as disparidades entre mulheres e homens no futebol. Enquanto países como a França e a Espanha proporcionaram apoio às equipes femininas na realização de eventos assim como os masculinos, outros apenas viraram as costas para as atletas e apoiaram o desporto masculino como é o caso da Itália e do Brasil.

Em um quiz realizado pelo site Betway, casa de apostas online, algumas jogadoras descreveram quais eram as suas perspectivas para o futuro do futebol feminino, pois o esporte já enfrentava um problema ao tentar encher os estádios, e agora com a pandemia isso se estende e agrava.

Fora da Europa os Estados Unidos é o berço da principal competição de futebol feminino a NWSL, que não possui uma data de retorno definida ainda. No país as equipes estão treinando de forma individualizada, mas sem previsão de voltar aos Gramados.

Há ainda países em que a modalidade feminina ainda é considerada amadora como é o caso de Portugal. Sendo assim a FPF (Federação Portuguesa de Futebol), decidiu que todas as competições com clubes amadores fossem canceladas, sem vencedores, rebaixamento ou acesso. Enquanto as equipes masculinas possuem previsões de voltar à prática.

Na Holanda, a KNVB (Federação Holandesa de Futebol) é um destaque por sua igualdade em tratamento com ambos os gêneros do futebol, quando optou por cancelar todas as competições nacionais a decisão valeu para os dois lados da moeda, bem como o retorno a prática pelos dois.

O painel "Futebol Feminino: os passos necessários para um futuro progressivo" debateu sobre a significativa diferença nas ações tomadas com relação ao esporte feminino e masculino e como o futebol feminino precisa de um maior apoio do que o masculino, não somente em tempos de pandemia, como em outros momentos. A fundadora e diretora da Girl Power Organization, Khalifa Popal defende que a mídia tem um grande impacto no futebol, porém às vezes transmitir uma ideia errada, deve-se parar de comparar a modalidade entre os dois gêneros e sim mostrar o belo produto que é o futebol feminino.

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