Fifa escolhe Robert Lewandowski como melhor jogador do mundo em 2020

Atacante polonês fica pela primeira vez com o prêmio após fazer grande temporada pelo Bayern de Munique.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Valeriano di Domenico/EFE
Atacante Robert Lewandowski recebe o prêmio de melhor do mundo do presidente da Fifa, Gianni Infantino.

O atacante Robert Lewandowski, do Bayern de Munique, recebeu nesta quinta-feira (17) o prêmio de melhor jogador do mundo entregue pela Fifa. O jogador polonês foi o grande destaque do time alemão na última temporada ao marcar 55 gols em 47 jogos.

A equipe ganhou a Liga dos Campeões, a Copa da Alemanha e o campeonato local. Para ganhar a honraria, o polonês superou Cristiano Ronaldo e Messi. Entre as mulheres, a vencedora foi lateral inglesa Lucy Bronze, do Manchester City.

Lewandowski se junta ao croata Modric, eleito em 2018, a superarem Messi e Cristiano Ronaldo desde 2008. O craque sul-americano soma seis taças e o europeu tem cinco.

O artilheiro também se tornou o primeiro finalista do Bayern neste período hegemônico de Messi e Cristiano Ronaldo a ser eleito o melhor do mundo, algo que não foi alcançado pelo meia Ribery, líder do time vencedor da Liga dos Campeões em 2013, ou pelo goleiro Neuer, destaque da seleção alemã campeã da Copa em 2014. 

"Eu estou muito orgulhoso de ter vencido esse prêmio. Foi uma performance em grupo, foi impressionante como vencemos juntos, é um sentimento incrível e eu estou muito feliz que eu estava competindo com Lionel Messi e Cristiano Ronaldo e recebi o prêmio", afirmou o jogador.

Entre seus vários feitos importantes Lewandowsk se tornou o primeiro jogador a marcar 10 gols nas 6 primeiras rodadas do Campeonato Alemão e a fazer gols nos 11 compromissos iniciais do torneio. Também marcou quatro gols em menos de 15 minutos nos 6 a 0 sobre o Estrela Vermelha, pela Liga dos Campeões, torneio do qual foi artilheiro, com 15 em 10 duelos, um deles no histórico 8 a 2 sobre o Barcelona. Repetiu o feito no Alemão e na Copa da Alemanha. E ao ser campeão e artilheiro europeu e dos torneios nacionais, igualou o feito alcançado por Cruyff no Ajax na temporada 1971/1972. 

"Eu gostaria de dizer que não importa da onde você vem, o que importa é a sua performance, como você se prepara para os desafios. Eu consegui conquistar tantos troféus com meus colegas de time e essa é uma sensação incrível. Acho que a gente escreveu história no futebol", disse. "Eu sei que é difícil permanecer no topo, mas também gostaria de agradecer aos meus amigos, meus técnicos, e meu staff pessoal. Eu não teria conseguido fazer isso sem todo mundo que ajudou. Eu posso estar aqui na frente, mas tem muita gente atrás de mim. Não é fácil achar as palavras certas, eu também tive momentos difíceis", acrescentou.

A abertura da cerimônia foi feita pelo presidente da Fifa, Giovanni Infantino, agradecendo aos profissionais de saúde pelo trabalho feito no período de pandemia. Homenagens também foram feitas a Maradona e Paolo Rossi, mortos recentemente.

Outros prêmios

O futebol brasileiro ficou com o prêmio de Fifa Fan com a história de Marivaldo da Silva, torcedor do Sport, que caminha 60 quilômetros por mais de 12 horas desde Pombos, sua cidade, até Recife para ver os jogos na Ilha do Retiro.

O goleiro Alisson, do Liverpool, que buscava o segundo prêmio consecutivo, e Oblak, do Atlético de Madrid, foram superados pelo alemão Neuer. No feminino, a escolhida foi a francesa Sarah Bouhaddi, do Lyon.

Outro representante do futebol brasileiro que não ficou com o prêmio foi o uruguaio Arrascaeta, que disputou o Prêmio Puskás com um gol de bicicleta marcado pelo Flamengo contra o Ceará pelo Campeonato Brasileiro de 2019. Ele acabou superado, assim como Suárez, então no Barcelona, pelo sul-coreano Son Heung-Min, do Tottenham. 

Entre os técnicos, pelo segundo ano seguido o eleito foi Jürgen Klopp, do Liverpool, à frente do alemão Hansi Flick, do Bayern de Munique, e do argentino Marcelo Bielsa, do Leeds. Já a vencedora de melhor técnica ficou com a holandesa Sarina Wiegman, que dirige a sua seleção nacional.

O time ideal masculino formou com: Alisson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Sergio Ramos, Alphonso Davies, Kimmich, De Bruyne, Thiago Alcantara, Messi, Lewandowski e Cristiano Ronaldo. Neymar ficou fora e Messi está presente pela 14ª vez consecutiva.

Já o feminino formou com: Endler, Bronze, Renard, Bright, Cascarino, Bonansea, Verônica Boquete, Megan Rapinoe, Harder, Miedema e Tobin Heath.

A briga pelo prêmio de melhor jogadora terminou com a eleição da inglesa Lucy Bronze, ex-Lyon e hoje no Manchester City, derrotando a francesa Wendi Renard e a dinamarquesa Pernille Harder.

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