Guilherme Saldanha diz que RN busca atender 10% do mercado chinês de melão

Secretário de Agricultura e Pesca disse que negociação pode gerar 40 mil empregos nos próximos 5 anos.

Flávio Oliveira,
Reprodução/Youtube
Secretário de Agricultura e Pesca, Guilherme Saldanha, concedeu entrevista para o Jornal 96 nesta terla-feira.
O Rio Grande do Norte enviou a primeira carga de melão para a China. Foram cerca de três toneladas de melão pele de sapo produzidos no município de Mossoró que chegaram ao país asiático. O secretário estadual de agricultura e pesca, Guilherme Saldanha, disse nesta terça-feira (22), em entrevista ao Jornal 96,  que o objetivo é ampliar a capacidade do Estado para atender esse mercado consumidor, que é o maior do mundo.

“A gente faz um marco na fruticultura irrigada. Isso é uma atividade econômica plenamente vocacionada para o semiárido brasileiro, que tem água, e nós temos isso muito bem aqui no estado do Rio Grande do Norte”, disse o gestor ao lembrar que o Brasil é o primeiro país fora da Ásia que fez essa negociação com a China.

De acordo com Saldanha, o RN tem a vantagem de ser praticamente o único estado brasileiro habilitado para exportar o melão para China. “O estado que pode ser produzido é aqui no Rio Grande do Norte e um pouquinho do Ceará. Porque eles exigem que esse melão seja produzido em áreas reconhecidas internacionalmente como livre das moscas das frutas e no Brasil só tem isso aqui”, explica.

Segundo o secretário, atualmente o RN tem cerca de 20 mil hectares utilizados na produção do melão e a intenção é aumentar a produção potiguar nos próximos cinco anos. “O mercado chinês eles plantam mais ou menos 400 mil hectares de melão, se a gente conseguir atingir 10% desse mercado ao longo dos próximos cinco anos, a gente precisa dobrar o que a gente passou 35 anos para produzir”.

Guilherme Saldanha afirma que caso isso ocorra, o potencial de abertura de postos de trabalho irá crescer exponencialmente. “Lembrando que para 1 hectare irrigado de melão eu preciso de dois empregos diretos. Eu preciso aí de pelo menos 40 mil oportunidades de emprego somente se esse negócio virar o gigantismo que a gente acredita que vai virar”, afirma.

Confira a entrevista na íntegra:


Tags: Economia Entrevista Jornal 96 Rio Grande do Norte
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