Professor desenvolve guia digital para ensino de portadores de deficiência auditiva

Objetivo é auxiliar no processo de aprendizagem em qualquer nível de formação.

Da redação,
Divulgação

O processo de aprendizagem e de inclusão de deficientes na educação sofre diversas barreiras no dia a dia, ainda mais em período de pandemia. Mas, uma cartilha que pode auxiliar no desenvolvimento de estudantes com surdez. O Guia de Ferramentas Digitais no Contexto da Educação de Surdos, projeto de dissertação de Everton Brito, que é professor de Geografia no colégio Salesiano RN, pretende facilitar essa atividade. Ele é concluinte do Programa de Pós-Graduação de Inovação em Tecnologias Educacionais (PPgITE), do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) e, entre os anos de 2018 e 2020, desenvolveu uma pesquisa em parceria com a professora orientadora Dra. Flávia Roldan Viana, observando o contexto inclusivo e bilíngue para os alunos com essa deficiência.

O Guia pretende ensinar como as ferramentas digitais, como Kahoot (aplicativo de jogos educacionais), Mentimeter (criador de enquetes e nuvens de palavras), Canva (aplicativo de design) e Google Forms (aplicativo de apresentações, documentos e formulários), podem auxiliar no ensino e na aprendizagem da pessoa surda, seja em qualquer nível de formação.

De acordo com o professor, o Guia pode ser analisado para a construção educacional de três formas: social, acadêmico e igualdade. O material pode ser um meio facilitador para o desenvolvimento do aluno com deficiência auditiva.

“O trabalho pode ser visto por três vertentes. A primeira é de ordem social, servindo como instrumento norteador para a inclusão de inúmeras pessoas surdas e em todos os níveis possíveis de educação. A segunda vista se enquadra na ordem acadêmica, como pioneiro na área, por unir tecnologia, educação, surdos e metodologias ativas, o que por si só, já significa muito para todo o segmento da educação com viés inclusivo. Por fim, se associa com o direito garantido ao aluno de ter acesso a sua educação e formação integral nos espaços escolares. É gratificante saber que seu esforço individual pode auxiliar na transformação de vidas que nem sequer vou conhecer”, explicou.

A proposta é utilizar o Guia em sala de aula, de modo inclusivo, ou em ambientes com recursos multifuncionais. O material pode ser aplicado em projetos interdisciplinares das áreas de Língua Portuguesa, Informática, História, Geografia e Artes, com no mínimo, três a quatro aulas de 50 minutos cada. O Guia pode ser baixado pelo link: https://drive.google.com/file/d/1cZWSWEqB0lzf5CstdBB88zvNoWuSL5YD/view.

Tags: Educação
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