MEC previa comprar R$ 3 bi a mais que necessário com mobília escolar

Auditoria aponta irregularidade na aquisição de 4,7 milhões de itens. Certame tinha falhas como erro de digitação na planilha de preços.

Da redação,
Tânia Rêgo.
Após a auditoria da CGU, a licitação foi suspensa pelo MEC, e ainda não há nova data para que o certame seja feito.

Diante dos indícios de corrupção envolvendo os dirigentes do Ministério da Educação, a pasta planejava gastar cerca de R$ 3 bilhões a mais do que o necessário numa licitação para a compra de móveis escolares, como mesas e cadeiras, em todos os estados e no Distrito Federal. A irregularidade foi detectada a tempo pela Controladoria-Geral da União (CGU) para suspender a licitação, prevista para fevereiro deste ano. Segundo o portal Metrópoles, esse não foi o único indício de corrupção, de um edital viciado, encontrado pela controladoria.

As suspeitas detectadas pela auditoria, cujo teor foi noticiado hoje (1º) pelos repórteres Patrik Camporez, Paula Ferreira e Aguirre Talento, foram as mais variadas. Vão de erros de digitação na planilha de estimativa de preços, superestimativa da quantidade demandada, a favorecimento dos preços estipulados pelos fornecedores. 

O órgão fiscalizador também ressaltou haver “potencial risco de conluio” entre as participantes da licitação, uma vez que sócios das empresas competidoras apresentavam laços de parentesco, o que pode ter servido para inflar o preço que seria pago pelo governo federal.

Após a auditoria da CGU, a licitação foi suspensa pelo MEC, e ainda não há nova data para que o certame seja feito. O órgão fiscalizador identificou que o valor apropriado para a licitação seria de R$ 3,320 bilhões — redução de R$ 2,996 bilhões em relação ao montante original. O Ministério da Educação afirmou que aplicará nova metodologia para a licitação.

Tags: corrupção licitação MEC Ministério da Educação mobília escolar
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