Estudante cria metodologia de estudo e garante ótimos resultados no Enem desde os 13 anos

“No método invertido, primeiro eu me testo, fazendo simulados, e em seguida, estudo buscando preencher as lacunas”, explica Phillip Anderson.

Da redação,
Divulgação
Metodologia de estudo criada pelo estudante Phillip Anderson foi intitulada por ele de “Invertida”.

Phillip Anderson Silva Avelino tinha apenas 4 anos de idade quando veio morar no Brasil. O Jovem nasceu em Bradenton (FL), nos Estados Unidos e quando chegou em Natal falava muito pouco Português, mas logo foi aprendendo. Na infância gostava muito de praticar esportes, jogava futebol de salão e futebol de campo, fazia jiu jitsu, natação, judô e karatê, mas aos 11 anos da idade foi diagnosticado com Epfisiólise e teve que fazer uma cirurgia no fêmur de uma perna e meses depois no fêmur da outra perna. Consequentemente precisou deixar de praticar todos os esportes que gostava. O jovem, que precisou colocar pino nas duas pernas, passou a jogar xadrez e tênis de mesa. A concentração e responsabilidade passou a chamar atenção da família e pessoas próximas com resultados cada vez mais impressionantes.

Mesmo passando por momentos difíceis e cirurgias, Phillip ganhou premiações como melhor da turma no 7º ano. No final do 8º ano, resolveu por conta própria fazer o Enem com apenas 13 anos de idade. Foi aí que tudo começou. O estudante se saiu muito bem, acertando 89 questões na prova e chamando atenção de escolas privadas que passaram a oferecer bolsas de estudo. Um ano depois, quando cursou o 9º ano, repetiu a prova e acertou 96 questões, além de ser o 1º lugar no exame de uma escola privada da cidade e ganhar bolsa integral.

Phillip mudou de escola no 1º ano e participou de dois simulados nacionais do Sistema Ari de Sá (SAS), um dos melhores do Brasil, e concorrendo com 16 mil alunos da sua série, ficou em 3º lugar. Entre as suas diversas premiações, também teve medalha de ouro no Rio Grande do Norte na Olimpíadas de Química.

Já no Enem dessa vez acertou 126 questões e tirou 960 na Redação. Um ano após, agora no 2º ano, foram 154 questões e 960 novamente na Redação, alcançando a média de 813,08, nota suficiente para passar em Medicina em diversas universidades do país. Além de estudar, Phillip sempre gostou de participar de atividades na igreja, como também ser voluntário em vários projetos sociais.

O segredo disso tudo? Uma metodologia de estudo criada pelo próprio estudante, intitulada por ele de “Invertida”. Segundo Phillip, geralmente os alunos costumam estudar para só depois ver os seus resultados, que na maioria das vezes até demoram demais pra se testar. “No método invertido, primeiro eu me testo, fazendo simulados, e em seguida estudo buscando preencher as lacunas”, explica.

“Basicamente eu fazia simulado todo domingo e na semana seguinte, buscava sempre dar ênfase naquilo que julgava está mais deficiente”, acrescenta. De acordo com Phillip, alguns diferenciais importantes para se ter bons resultados no Enem é fazer o máximo de simulados possíveis e buscar uma boa estrutura de redação, além de dar ênfase nas disciplinas que tem maior peso para o curso escolhido na instituição de ensino que deseja estudar.

Já para os pais, uma dica importante é incentivar os filhos a terem metas e objetivos desde pequenos, não esperar eles crescerem pra poder começar a orientá-los, revela Kirley Liliana, mãe de Phillip. “Sempre ensinamos os nossos filhos a não estudarem um dia antes das provas. Como mãe, eu sempre busquei que meus filhos estudassem a frente dos professores, ou seja, estudar hoje o que eles iriam ver em sala de aula amanhã. Nunca incentivei eles serem melhor que os outros, e sim ser melhor que eles mesmo a cada dia. Que consequentemente eles iriam estar sempre bem classificados”.

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