Escola constrói áreas ao ar livre e aposta em experiências sensoriais

Espaços garantem o distanciamento social e os protocolos de biossegurança necessários.

Da redação,
Divulgação
Escola criou ambientes ao ar livre, onde são trabalhados conteúdos que estimulam a imaginação e a criatividades das crianças.

Neste recomeço em contexto de pandemia, as escolas têm um importante desafio que vai além da retomada da rotina de estudos: incentivar na criança a mudança de hábitos necessária para um momento em que as relações precisam ser transformadas.

A Escola Lápis de Cor/MOV, que reiniciou suas aulas de forma gradual na semana passada, investiu em novos espaços ao ar livre não só para garantir o distanciamento social e os protocolos de biossegurança necessários, mas também para trabalhar sua proposta pedagógica que tem como foco o protagonismo da criança.

A escola, que é bilíngue e prefere dar às salas de aula o nome de ateliês do conhecimento, ganhou ateliês ao ar livre chamados Sense e Amazing, dando a ideia da experiência sensorial e prazerosa que os espaços proporcionam. Neles, vários conteúdos são trabalhados, das ciências às artes, estimulando a imaginação e criatividade.

A coordenadora pedagógica Luciana Queiroz explica por que o contato com a natureza se torna ainda mais importante neste momento. "Nos espaços ao ar livre, o lápis e papel são substituídos, e a criança passa a agir no ambiente, conversar com ele, porque é uma oportunidade de falar sobre vários temas de forma livre", diz.

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"Estes ateliês são espaços propícios para a imaginação, para ativar memórias", completa Luciana. "Aqui, fazemos contação de histórias, trabalhamos o corpo, a interação mesmo com o distanciamento". A coordenadora ressalta, ainda, que a abordagem permite que a ciência seja a criança. "Deixamos partir dela a investigação, o despertar da curiosidade, ampliando novos caminhos e novas formas de aprender".

A pedagoga Gabriela Beltrão, professora do Estágio IV, destaca a importância da escuta neste momento. "Precisamos perceber a sensibilidade e olhar das crianças em primeiro lugar", afirma. "E aí, nestes espaços, trabalhamos o faz de conta, fazemos espetáculos que não precisam de muita preparação, relaxamento, ioga". Para ela, é fundamental que a criança vivencie o novo momento da forma dela, não como os educadores esperam.

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