Diretores escolares também tiveram grandes desafios durante a pandemia

Celebrado em 12 de novembro, o Dia do Diretor também traz reflexões sobre o perfil desse profissional, que ocupa o lugar de temido no imaginário de muitos estudantes.

Da redação,
Divulgação
Com as mudanças na rotina das escolas, o diretor acabou vendo a sua demanda de trabalho aumentar, como conta Marianny Andrade.

A pandemia do coronavírus mudou completamente o ambiente escolar e exigiu muito dos profissionais envolvidos no processo de aprendizagem. Dos professores, principalmente. Apesar de pouco citados quando se fala nessa temática, os diretores escolares, cujo dia é celebrado nesta sexta-feira (12) em vários estados do Brasil, também tiveram um papel importante e decisivo.

Com todas as mudanças que aconteceram na rotina das escolas, o diretor acabou vendo a sua demanda de trabalho aumentar, como conta Marianny Andrade Arcanjo, que responde pela direção do Complexo Educacional Contemporâneo, em Natal. Afinal, segundo ela, foi preciso migrar rapidamente para o online e acolher demandas novas de professores, pais e alunos. 

“Enquanto os professores tiveram que se adaptar ao ensino 100% virtual e depois híbrido, à Direção coube gerenciar a equipe, mesmo a distância, orientar os profissionais e atender a comunidade escolar, em um contexto completamente desconhecido, com fatos novos todos os dias”, conta ela.

Marianny afirma que o foco, como era de se esperar, foi na manutenção do ensino de qualidade, para que não houvesse prejuízos por parte dos alunos. Porém, a pandemia também impôs mudanças materiais e emocionais, que, como relata ela, “fizeram a caixa de mensagens da Direção disparar, com demandas até então inéditas, e as respostas tinham de ser rápidas e assertivas, pois o contexto exigia empatia e pressa”. 

Um outro desafio dos gestores escolares foi o de aproximar as famílias da escola, apesar do distanciamento social. A diretora do Contemporâneo diz que quando as aulas passaram a acontecer dentro das casas dos estudantes, houve a percepção de que aquela seria uma ótima oportunidade para fortalecer a relação com os pais, o que foi construído ao longo da pandemia. 

“Demos a segurança necessária e mostramos que estávamos à disposição para o enfrentamento de qualquer dificuldade. De fato, foi essa corrente estabelecida entre famílias, professores e escola que permitiu a travessia”, relembra Marianny, que como outras diretoras escolares do Rio Grande do Norte, fez um trabalho silencioso, mas essencial para garantir a manutenção do ensino durante a crise sanitária.

Celebrado em 12 de novembro, o Dia do Diretor também traz reflexões sobre o perfil desse profissional, que ocupa o lugar de temido no imaginário de muitos estudantes. Com 39 anos, Marianny é parte do grupo que quebra esse paradigma, com uma visão moderna e antenada às novas tecnologias da educação. Perfil cada vez mais encontrado no posto mais alto das principais instituições de ensino do Estado.

Tags: diretor Educação escolas
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