Taxa de desemprego fica em 11,2% no trimestre até janeiro, afirma IBGE

Apesar da melhora gradual no mercado de trabalho, ainda falta emprego para 26,390 milhões de pessoas no Brasil.

Da redação, IBGE,
Rogério Marques/O Vale
Número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado chegou a 33,7 milhões, segundo o IBGE.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 10,8% e 11,7%, com mediana de 11,3%.

Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até dezembro, a taxa foi de 11,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.361 no trimestre encerrado em janeiro. O resultado mostra estabilidade em relação ao número do mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 217,399 bilhões no trimestre até janeiro, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior.

Apesar da melhora gradual no mercado de trabalho, ainda faltou emprego para 26,390 milhões de pessoas no Brasil, segundo o IBGE.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 23,8% no trimestre até outubro para 23,2% no trimestre até janeiro. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até janeiro de 2019, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 24,2%.

Desalento aumenta

O Brasil tinha uma população de 4,698 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em janeiro.

O resultado significa 83 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2019. Em um ano, 25 mil pessoas a mais entraram nessa condição.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

Tags: Economia IBGE
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