Somente a vacinação possibilitará a retomada dos eventos no País, diz Fred Queiroz

Empresário fala sobre a crise no setor e afirma que muitas empresas não conseguirão mais reabrir.

Fátima Elena Albuquerque,
Reprodução
Para Fred Queiroz, somente a capacidade de vacinação que o SUS possui é que possibilitará a retomada dos eventos no País.

O segmento de eventos no Brasil foi um dos que mais foi afetado pela pandemia do novo coronavírus. No ano passado, mais de 350 mil eventos deixaram de ser realizados, entre shows, festas, congressos, vaquejadas, eventos empresariais, esportivos e sociais, teatro, entre outros. Isso fez com que o setor deixasse de faturar ao menos R$ 90 bilhões.

No Rio Grande do Norte, antes da pandemia, a receita do segmento girava em torno dos R$ 600 milhões, mas, com o fechamento das atividades, a perda estimada no Estado é de quase 90%, ficando na casa dos R$ 500 milhões.

Para socorrer as empresas que atuam nessa área de entretenimento, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (3) o texto-base do projeto de lei que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Mesmo assim, somente a vacina contra a covid-19 vai poder garantir que o segmento volte a funcionar e a ter lucro, estimam os especialistas da área.

No programa “Diálogos Nominuto” desta quinta-feira (4), o tema é abordado pelo jornalista Diógenes Dantas com o empresário e promotor de eventos Fred Queiroz.

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Segundo o empresário, o setor possui muita capilaridade, não estando ligado apenas a shows. “Existe toda uma cadeia que trabalha ao longo do ano. Temos as festas de casamentos, formaturas, que movimenta muito e gera vários empregos, além dos eventos empresariais e corporativos e eventos populares, como o São João e o carnaval”, destaca. No Estado, cerca de 40 mil pessoas atuam nessa área.

Fred Queiroz explica que o fato de estar parado por praticamente um ano, fez com que muitas empresas fossem obrigadas a demitir, deixando um grande número de profissionais sem renda e também sem qualquer perspectiva de retorno, diante do agravamento da pandemia em todo o País. “Estamos há 12 meses sem trabalhar e devemos ficar mais uns seis ou sete meses parados. É o que a gente imagina. Talvez em agosto ou setembro a gente possa começar o processo de reabertura”, diz.

Na opinião do empresário, somente a capacidade de vacinação que o Sistema Único de Saúde (SUS) possui, é que poderá possibilitar a retomada dos eventos em sua plenitude, o que ele acredita que só deva ocorrer em 2022. “Pessoas que estão há 30 ou 40 anos no mercado talvez não sobrevivam. Será difícil reabrir, devido ao grande período parado”, lamenta.


Veja o vídeo completo da entrevista:


DD.

Tags: Diálogos Nominuto entrevista Fred Queiroz pandemia setor de eventos
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