Setor de serviços do RN recua 2,4% em setembro, aponta IBGE

Estado obteve desempenho abaixo do que foi registrado no país, que teve alta de 1,2% no mesmo mês.

Rafael Araújo, Com informações do IBGE,
Arquivo/Sebrae
Na contramão do país, setor de serviços do Rio Grande do Norte registrou retração de 2,4% no mês de setembro.
O setor de serviços do Rio Grande do Norte recuou em 2,4% no mês de setembro na comparação com agosto. A informação consta na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (12). Com os números negativos, o Estado obteve um desempenho abaixo do que foi analisado no país, que registrou uma crescente de 1,2% no comparativo do mesmo período. 

No acumulado dos últimos 12 meses, o RN teve retração de 1,2%, enquanto no geral, o país acumulou alta de 0,7%. Na comparação feita entre o mês de setembro deste ano e do ano passado, o estado teve um desempenho ainda mais pífio, com retração de 3,6%.

Tabela-IBGE-1
Serviços cresceram em 14 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 14 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume dos serviços em setembro de 2019, na comparação com o mês imediatamente anterior, acompanhando o avanço de 1,2% observado no Brasil na série com ajuste sazonal.

Entre os locais com resultados positivos nesse mês, destaque para São Paulo (1,6%), seguido por Rio de Janeiro (1,5%), Paraná (1,0%) e Distrito Federal (1,3%), com os três primeiros recuperando integralmente as perdas observadas em agosto: de -1,0%, de -0,4% e de -0,5%, respectivamente; e o último recobrando apenas parcialmente a perda verificada no mês anterior (-3,1%). Em contrapartida, os principais resultados negativos em termos regionais vieram do Espírito Santo (-4,4%) e da Bahia (-2,2%), com ambos devolvendo parte do ganho acumulado entre julho e agosto de 3,9% e de 3,8%, respectivamente.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (1,4%) foi acompanhado por 11 das 27 unidades da federação. As principais contribuições positivas ficaram com São Paulo (3,3%) e Rio de Janeiro (3,5%). Vale destacar que em ambos os locais o segmento de tecnologia da informação exerceu o impacto positivo mais significativo.

Por outro lado, as influências negativas mais relevantes para a formação do índice global vieram da Bahia (-5,6%) e do Rio Grande do Sul (-2,3%), pressionados, especialmente, pelo ramo de transporte rodoviário de cargas.

No acumulado de janeiro a setembro de 2019, frente a igual período do ano anterior, o avanço do volume de serviços no Brasil (0,6%) se deu de forma concentrada entre os locais investigados, já que apenas 11 das 27 unidades da federação também mostraram expansão na receita real de serviços. O principal impacto positivo em termos regionais ocorreu em São Paulo (3,2%), seguido por Santa Catarina (2,0%) e Amazonas (2,9%). Por outro lado, Rio de Janeiro (-3,1%) registrou a influência negativa mais relevante sobre o índice nacional.

Tags: Economia Serviço
A+ A-