Lula marca lançamento de pacote habitacional para quarta-feira

Objetivo do Governo Federal é erguer 1 milhão de casas até o final de 2010. Governo do Rio Grande do Norte tentará trazer 50 mil para o Estado.

Agência Brasil,
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje (20), em São Paulo, que na próxima quarta-feira (25) o governo fará o lançamento do pacote de medidas na área da habitação, que vai beneficiar as famílias que recebem até dez salários mínimos. O programa prevê a construção de um milhão de moradias.

“Na quarta-feira, nós vamos anunciar um grande programa de habitação no Brasil para construir um milhão de casas. Esperamos ser um desafio extraordinário à indústria da construção civil brasileira, que passou 50 anos reclamando, agora vai ter um milhão de casas para construir”, disse Lula, em encontro de empresários brasileiros e argentinos, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com o presidente, o pacote da habitação é apenas uma das medidas que estão sendo implementadas pelo governo para combater a crise econômica mundial. Segundo ele, os programas de desenvolvimento do governo, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), estão fazendo surtir efeitos no crescimento econômico do país.

“Temos programas importantes em funcionamento, portanto nós iremos recuperar parte dos empregos. Neste mês de fevereiro, já houve um crescimento positivo dos empregos formais criados. Estou convencido que, a partir de agora, com as grandes obras do PAC em andamento, nós vamos continuar a gerar emprego no Brasil”, disse.

“A economia teve um problema sério no mês de outubro, novembro e dezembro, e isso já começa a dar sinais de recuperação. A indústria automobilística, que teve uma crise medonha no último trimestre do ano passado, já algumas empresas estão convocando os trabalhadores para fazer hora-extra no sábado”, acrescentou.

Para o presidente Lula, o país deve passar, de agora em diante, por sucessivos períodos de crescimento. “O crédito brasileiro está voltando à normalidade, diferentemente de alguns países, em que o crédito desapareceu. Nós teremos um segundo trimestre melhor que tivemos o primeiro, um terceiro melhor e a partir daí a economia brasileira e da America do Sul começa a se recuperar”, afirmou.
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