Guedes indica que vai continuar no cargo caso Bolsonaro seja reeleito

Declaração foi dada no mesmo evento, em São Paulo, em que o ministro da Economia afirmou que Brasil já saiu do "inferno" da inflação.

Da redação,
Agência Brasil

Paulo Guedes indiciou hoje que continuará no comando do Ministério da Economia em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro. A afirmação foi dada em evento realizado, hoje (19), em São Paulo.

“Se essa coalizão seguir, é natural que eu ajude, que eu apoie, que eu esteja lá. Em um aliança de liberais conservadores, vão apoiar, vão acelerar privatizações, vamos zerar o IPI, vamos aprofundar o choque de energia barata. Se essa for a música, vou correndo atrás. Se a música mudar, estou velhinho, estou cansado, não consigo tirar férias. Mas parece que a banda está tocando bem”, disse.

O ministro da Economia ressaltou também durante o evento, que o Brasil  já saiu do "inferno" da inflação, ao comentar sobre os impactos econômicos da pandemia e da guerra na Ucrânia e comparar com o cenário europeu.

"Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos já já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço", disse Guedes em evento da Arko Advice e Traders Club.

Dados

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação em abril registrou alta de 1,06%, a maior para o mês desde 1996.

Além disso, os analistas do mercado financeiro preveem a inflação em 7,89% ao final deste ano, conforme o Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 2% e 5%. 

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