Fecomércio, CDL e Sebrae cobram retomada econômica no RN

Federação do Comércio destaca perda de 10 mil empregos e de R$ 192 milhões em frustração de receitas.

Rafael Araújo,
Assecom/RN
Entidades do setor produtivo cobram que governo elabore plano de reabertura da economia e criação de leitos para covid-19.

As federações de Comércio (Fecomércio), da Câmara dos Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) se manifestaram nesta terça-feira (16), acerca do decreto estadual que mantém o isolamento social mais rígido com restrições comerciais.

As entidades cobram do executivo estadual um plano de retomada econômica e destacam opinião contraria a prorrogação de restrições econômicas. "A economia está além do limite que pode suportar. O comércio já demitiu cerca de dez mil pessoas, o setor deixou de faturar, até o final de maio, R$ 192 milhões. Além disso, os números que temos hoje no Estado, relativos ao avanço da doença, permitem que o protocolo de retomada seja implantado, já que ele é extremamente rigoroso e prevê passos firmes e graduais com responsabilidade e toda a segurança possível para empreendedores, colaboradores e clientes", ressalta Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio.

Ele explica ainda que, apesar da discordância, respeita a decisão da governadora, até porque a chefe do Executivo também registrou que entende o seu posicionamento e assumiu o compromisso de que, no dia 24 dará, enfim, início à retomada gradativa das atividades.

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A CDL destacou que o adiamento da retomada das atividades econômicas, imposta pelo decreto publicado hoje e a condição imposta por ele de reabertura gradual mediante a redução da ocupação de leitos abaixo de 70%, frustrou a entidade.

“Esse adiamento da retomada das atividades nos frustrou, desde o decreto do dia 04/06 estávamos na esperança da retomada, agora foi adiando para o dia 24, e nós não sabemos se de fato vai acontecer”, informou a entidade através de nota.

A Câmara dos Dirigentes Lojistas do Estado também cobrou ações do executivo no sentido de implantar um plano de flexibilização econômica. “Temos consciência de que as coisas mudam de forma rápida nessa pandemia, e que a prioridade é a saúde, mas precisamos ver ações concretas de que se pretende autorizar a retomada das atividades. E, para isso é preciso que todos façam sua parte. Setor Produtivo, Setor público e população. O comércio está fechado, distribuiu máscaras, fez campanha em seus municípios de conscientização para cumprimento do isolamento social e protocolos de segurança. As outras partes precisam fazer a deles com eficiência e celeridade. Só sairemos dessa situação se todos colaborarem.”, frisou a entidade através de nota.

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O Sebrae também cobrou do Governo do Estado, assim como das Prefeituras, um plano de retomada, além de ter destacado a necessidade da abertura de novos leitos de UTI no Rio Grande do Norte.

“O Sebrae acredita que poderíamos ter avançado quanto a definição de datas e prazos para o plano de retomada, bem como entendemos que o Estado e as prefeituras devem cumprir o cronograma de implantação de novos leitos para a covid-19, bem como colocar em funcionamento os que estão atualmente bloqueados (11,76 do total). Desta forma teremos uma ampliação do número de leitos e consequentemente uma acompanhamento mais real da sua taxa de ocupação”, comenta Zeca Melo, superintendente do Sebrae.

Tags: Economia
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