Dólar bate em R$ 4,51 e Bolsa brasileira perde os 100 mil pontos

Em mais um dia de apreensão com o avanço do coronavírus, casas de câmbio já negociam a moeda americana a mais de R$ 4,70; Bolsa tem forte queda.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Kimimasa Mayama/EFE
Bolsa de Tóquio fechou a semana com forte desvalorização, seguindo a tendência dos mercados financeiros globais.

O dólar voltou a bater em R$ 4,50, mesmo com mais um leilão de US$ 1 bilhão em swap cambial do Banco Central - estratégia para conter o avanço da moeda americana frente ao real - nesta sexta-feira (28) o terceiro da semana e atípico para o último dia do mês. Às 12h51, o dólar à vista subia 0,82%, a R$ 4,5126, na cotação máxima do dia.

De acordo com levantamento realizado nesta sexta-feira, com nove casas de câmbio, o dólar turismo já é negociado a mais de R$ 4,70. A cotação variava na casa de R$ 4,64 a R$ 4,71.  

O petróleo em sua sexta queda seguida e o recuo do cobre em consequência dos efeitos do coronavírus sobre a demanda mundial por matérias-primas justificam o movimento de busca por segurança em dólar em mercados emergentes.

No exterior, o índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, recua, refletindo as apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortará a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 pontos-base na reunião de março, visando conter os impactos do coronavírus sobre a economia do país.

Bolsa tem forte queda

O Ibovespa continua seu movimento de queda, depois de recuar 7% na quarta-feira e 2,59% na quinta. Às 12h06, a Bolsa brasileira perdia 2,46%, baixando para os 100.453,62 pontos, depois de atingir a mínima de 99.950,96.

Em Nova York o mercado também abriu em baixa, em meio ao temor generalizado com a disseminação do coronavírus. Às 12h50 (de Brasília), o Nasdaq recuava 2,37%.

As Bolsas asiáticas fecharam a semana com acentuadas perdas, seguindo a tendência dos mercados financeiros globais, à medida que a rápida disseminação do novo coronavírus fora da China gera apreensão e prejudica o apetite por ativos considerados mais arriscados, como ações.

Tags: alta do dólar coronavírus
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