Desemprego preocupa, mas confiança melhora

Conclusão foi revelada em pesquisa da Associação Nacional das Instituições de Crédito.

Da redação, Estadão Conrteúdo,
Embora estejam mais preocupados com o desemprego do que estavam no ano passado, os brasileiros estão mais otimistas com relação à condição financeira, à capacidade de fazer compras para a casa e ao padrão de vida. Essa é a conclusão geral da pesquisa Expectativa dos Brasileiros com o Cenário Político & Social, realizada pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), em parceria com a Kantar Brasil Insights.

A preocupação com o desemprego é compreensível. A taxa de desocupação aferida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 11,8% nos trimestres móveis encerrados em julho, agosto e setembro, é menor do que a do início do ano (de 12,7% no primeiro trimestre). Mas é muito alto o número de pessoas afetadas pela crise do emprego. São 12,5 milhões de desempregados, 27,5 milhões de subutilizados e 4,7 milhões de desalentados.

No entanto, algumas mudanças no cenário econômico, como a aprovação da reforma da Previdência, a redução dos juros básicos e o anúncio, pelo governo, de medidas de estímulo à produção e à geração de empregos, podem estar injetando ânimo nas pessoas. Melhorou, por isso, a avaliação sobre a situação geral do País. Dos entrevistados, 17% consideram a situação atual ótima ou boa. Na outra ponta, a fatia dos que consideram o cenário péssimo diminuiu de 20%, índice aferido na pesquisa anterior, para 15%.

Melhorou igualmente a avaliação das condições pessoais. Das pessoas consultadas entre os dias 1.º e 14 de outubro, 56% acreditam que sua situação financeira vai melhorar e 49% esperam que tanto seu padrão de vida como sua capacidade de fazer compras caminhem no mesmo sentido.

O desemprego continua a preocupar as pessoas, em particular as mais jovens (de 18 a 28 anos). No ano passado, nessa mesma época, 31% dos entrevistados diziam ter essa preocupação; na pesquisa mais recentes, o índice subiu para 55%.

Mas melhorou a percepção das pessoas a respeito da oferta de crédito (as que consideram que a oferta vai melhorar passaram de 36% para 38%). Das que estão mais propensas a tomar empréstimos em 2020, 56% têm interesse em comprar automóvel e 42% pensam em adquirir imóvel. 

Tags: Economia
A+ A-