Confiança do trabalhador cresce em um mês no meio da pandemia

Indústria, energia e mineração são setores que mais têm confiança do trabalhador.

Da redação, Estadão Conteúdo,
Tiago Queiroz / Estadão
Identificação digital para entrar em escritório em São Paulo; segurança com higiene é preocupação dos entrevistados.
A primeira edição do Índice de Confiança do Trabalhador no Brasil, pesquisa promovida pelo Linkedin sobre o sentimento dos profissionais cadastrados na plataforma quanto a busca por emprego, renda e carreira, registrou 51 pontos (num intervalo de -100 a +100) no mês de junho. Em sua segunda edição, divulgada nesta terça-feira (11), a análise realizada em julho apresentou um aumento de 3 pontos da confiança mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

São três pontos analisados para gerar o índice: segurança no próprio emprego, perspectiva financeira e chance de progressão na carreira. Se analisado apenas o primeiro item, de segurança no emprego, a pontuação vai de +55, em junho, para +59 em julho.

Segundo o Linkedin, a confiança dos trabalhadores pode ter sido impulsionada pelo retorno gradual das atividades econômicas de diferentes setores em grande parte dos Estados brasileiros. O novo índice traz um recorte por segmentos da economia, onde a indústria lidera com 59 pontos em confiança do trabalhador, seguida por energia e mineração (+56), enquanto serviços corporativos (+49) e mídia e comunicação (+36) são os setores onde a confiança é menor.

A pesquisa também indica que os gestores seniores são mais otimistas do que os colaboradores que não lideram equipes em suas perspectivas de trabalho a longo prazo (finanças e carreira), estes últimos pouco aumentaram seu otimismo em relação aos próximos seis meses. Na edição passada, a geração X, que tem entre 40 e 54 anos, mostrava-se mais confiante sobre a carreira, seguida dos millennials (25 a 39 anos) e dos baby boomers (55 anos ou mais).

Quanto ao retorno ao trabalho, uma realidade cada vez mais próxima para uma série de profissionais, a plataforma ouviu 5.245 usuários entre 1º de junho e 26 de julho e descobriu que as principais preocupações sobre a retomada do local de trabalho físico dizem respeito à segurança.

O Linkedin aponta que os trabalhadores que precisaram voltar ao trabalho presencialmente disseram estar preocupados com a higienização do local e o acesso a equipamentos de proteção, como máscaras e álcool em gel. Além disso, 57% dos respondentes afirmaram ainda que temiam a exposição a outras pessoas que não levam a sério as diretrizes e precauções de segurança.

O setor da educação se destaca, pois 29% dos entrevistados afirmam que voltarão assim que for permitido, ao mesmo tempo que existe a sensação de pressão e obrigação no retorno entre 21% dos respondentes.

Em paralelo, profissionais de construção (33%), administração pública (25%) e varejo (21%) estão ansiosos para retornar, ao passo que funcionários da indústria de software e mídia preferem ficar longe do local de trabalho por enquanto.

Tags: Economia
A+ A-