Caixa Econômica Federal aumenta prazo de financiamento

Os clientes terão maior prazo, redução de juros, além de queda do preço do prêmio mensal de seguros.

Gabriela Duarte,
Gabriela Duarte
O prazo de financiamento aumentou de 20 para 30 anos
Quem deseja comprar um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal será beneficiado com maior prazo para o pagamento de imóvel, que passa de 20 para 30 anos, redução dos juros, queda do preço do prêmio mensal de seguros e taxa de administração ainda menores. As mudanças foram anunciadas na terça-feira (28) pela presidente da CEF, Maria Fernanda Ramos Coelho.

As adequações no crédito imobiliário têm o objetivo de ajudar os produtos para um cenário de estabilidade econômica e queda da taxa de juros básica da economia. O destaque para as mudanças é para o prazo máximo de financiamento, que passa de 240 para 360 meses. Nas operações com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já foi promovida a redução média de 35% do prêmio mensal de seguros. Desta vez a taxa de administração passa de 25 reais para 21,4 reais, a partir de primeiro de setembro, nas operações de FGTS.

Já nas operações com recursos da caderneta de poupança, a taxa de juros nominal, pós-fixada, passou de 11,3% para 10,4%. Para a faixa de imóvel residencial, de 130 mil reais a 200 mil reais. Nos casos em que a prestação for debitada em conta ou em folha de pagamento, a taxa de juros é ainda mais baixa para o mutuário, chegando a 10,02% ao ano. Também está sendo oferecida a linha de financiamento de imóvel comercial para pessoas jurídicas com prazo de 120 meses.

De acordo com o superintendente da Caixa Econômica Federal no RN, Elan Miranda, as mudanças feitas pelo banco irão proporcionar maior acesso da população à casa própria. “Essas mudanças refletem a meta da Caixa no Estado; faz parte da diretriz do governo federal de proporcionar maior acesso à moradia”, disse.

“O valor da prestação irá ficar menor devido à redução no valor dos juros e do seguro. Outra razão para facilitar o acesso, além das baixas nas taxas, é o elastecimento do prazo, aumentando para 30 anos agora, levando a uma menor prestação”, disse Elan Miranda.

O superintendente da Caixa Econômica informou que a meta de investimentos em moradia para 2007 no Rio Grande do Norte é de cerca de 200 milhões de reais, “esse aumento é possível devido justamente às facilidades ocasionadas por essas mudanças, além da simplificação no processo de documentação. No ano de 2006, a Caixa investiu 150 milhões de reais”.

“A Caixa prioriza investimentos para as famílias de menor renda, com melhores condições de pagamento, com taxas e juros menores. Outro benefício é a parcela de amortização, que permite que no fim do prazo não haja saldo devedor residual”, ressaltou o superintendente.
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