Advogado afirma que embargo do hotel foi uma das razões para a crise da BRA

Já foram investidos R$ 30 milhões no empreendimento, que já deveria estar funcionando há um ano.

Karla Larissa,
arquivo Nominuto
BRA já tinha investido R$ 30 milhões em hotel.
O embargo do hotel da BRA, na Via Costeira, é apontado pelo advogado do grupo, Miguel Josino, como uma das razões para crise da empresa, que culminou na demissão de todos os funcionários e suspensão dos vôos em todo o Brasil.

O advogado argumenta que já foram investidos R$ 30 milhões no empreendimento, que já deveria estar funcionando há um ano.

Segundo Miguel Josino, durante o processo judicial, os juízes foram advertidos sobre as conseqüências que a empresa poderia enfrentar com o impedimento da obra. “São R$ 30 milhões empacados e como já era para estar pronto, o hotel já era para está rendendo lucro”, destaca.

À espera da Justiça

De acordo com Josino, ainda não se sabe qual o destino será dado ao hotel e que, por enquanto, o grupo ainda está aguardando uma decisão judicial. A última decisão, do dia 31 de julho passado, ratificou o embargo do 8º andar. “Não temos nenhuma audiência marcada”, afirma.

Sobre a operação aérea, o advogado garante que a BRA irá “honrar” os bilhetes emitidos, com as viagens pela companhia Ocean Air. O advogado ainda acrescenta que a empresa está passando por uma “reestruturação”.

E admite mais: a venda. “Está sendo iniciada uma negociação com um novo dono”, conta Miguel Josino.

Hotelaria

Sócio da BRA no RN, o presidente da Associação Brasileira de Indústria Hoteleira (ABIH), Enrico Fermi, explica que, pelo menos, o Natal Praia Hotel, que ele administra, não será prejudicado.

Ele explica que o hotel é praticamente independente e que as conseqüências sofridas devem ser as mesmas que pelos demais hotéis. “Perdemos um pouco, porque a companhia trazia um fluxo considerável, com vôos charters internacionais e vôos domésticos diários”, esclarece.
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